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Deputados jogam notas de dólar falsas em um porta-retrato do presidente Michel Temer em Brasília, no dia 2 de agosto de 2017

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A Câmara dos Deputados começou nesta quarta-feira (2) a fase de votação que pode custar, ou salvar, o mandato de Michel Temer, primeiro presidente denunciado por corrupção.

Diante da quase certeza de que Temer se sairá bem da situação, a oposição tentou, sem resultado, bloquear a sessão privando-a do quórum necessário para começar, de dois terços ou 342 das 513 cadeiras.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), aliado de Temer, proclamou aberta a fase de votação na presença de 349 deputados pouco antes das 15h30.

A Câmara deve determinar se a denúncia contra Temer será submetida à análise do Supremo Tribunal Federal (STF) ou se será descartada.

Antes de cada deputado ser chamado a votar, tomarão a palavra dois deputados partidários de encaminhar a denúncia, dois contrários a essa opção e os líderes de cada bancada.

O quórum foi atingido depois que o PSDB decidiu se juntar ao recinto apesar das divisões internas.

Temer, de 76 anos, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República de ter recebido uma propina no valor de 500.000 reais, pagos pela JBS em troca de benefícios à empresa.

O presidente afirma que essa denúncia é uma ficção construída para prejudicá-lo e que ameaça a reconstrução do país.

Para dar prosseguimento, a oposição deve reunir 342 votos.

Sendo levada à frente, o STF analisará se irá levar o caso a julgamento. Se for assim, Temer será suspenso de seu cargo por até 180 dias, deixando a Presidência nas mãos de Rodrigo Maia.

No caso de ser considerado culpado, será destituído e o Congresso terá que escolher o seu sucessor para governar até o fim de 2018.

Apesar de ser dado como certo que a denúncia será bloqueada nesta votação, Temer quer obter uma vitória folgada como demonstração de força e de que poderá avançar com sua polêmica reforma da previdência.

No meio da tarde a Bolsa subia 1% e o real se fortalecia em relação ao dólar, uma clara aposta dos mercados a favor da continuidade do presidente.

AFP