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(3 mai) Manifestação em Caracas em defesa da Assembleia Constituinte proposta pelo governo Maduro

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O processo de inscrição dos candidatos para a polêmica Assembleia Constituinte convocada pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, começa nesta quarta-feira, em meio aos protestos da oposição e marchas do chavismo.

O Poder Eleitoral convocou aqueles que desejam ser candidatos a se registar entre quarta e quinta-feira em seu site. A coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) afirmou que não vai participar de um mecanismo que considera "fraudulento".

"O país inicia o caminho da Constituinte, um grande dia chegou (...) Inscrevam-se, candidatos e candidatas, para a Assembleia Constituinte!", celebrou Maduro na terça-feira à noite em uma breve declaração à televisão estatal VTV.

No entanto, na parte da manhã, problemas eram registrados para acessar o site do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

A oposição anunciou que vai aumentar os protestos contra Maduro, que já deixaram 60 mortos em dois meses, considerando que o sistema eleitoral proposto para a Assembleia Constituinte é "uma fraude" que permitirá ao chavismo obter a maioria mesmo que perca a votação.

Um dos principais líderes do MUD, Henrique Capriles, considerou que seria "uma traição" se alguns opositores se inscrevessem no processo.

Os adversários de Maduro vão tentar marchar nesta quarta-feira até a sede do ministério das Relações Exteriores, no centro de Caracas. Todas as vezes que a oposição tentou alcançar a região foi repelida pela polícia e o Exército, em meio a nuvens de gás lacrimogêneo.

A manifestação coincide com uma reunião de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington para discutir a crise na Venezuela, cujo anúncio levou o governo a retirar o país do organismo.

Os partidários de Maduro também se mobilizam em apoio à Assembleia Constituinte no centro da capital, o que coincidirá com a nomeação dos líderes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

A votação para a Assembleia Constituinte, marcada pelo CNE para o final de julho, mistura votações diferenciais por municípios e por setores sociais previamente definidos por Maduro.

Os candidatos devem recolher assinaturas equivalentes a 3% dos eleitores dos municípios ou setores sociais que esperam representar.

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AFP