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A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, durante uma coletiva de imprensa em Rabat, em uma visita oficial ao Marrocos, em 29 de maio de 2014.

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A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos denunciou nesta quinta-feira a incapacidade do Conselho de Segurança em acabar com os conflitos, principalmente devido ao privilégio concedido a seus interesses nacionais.

"Nem sempre houve uma decisão forte e de princípios dos membros (do Conselho) para acabar com as crises", declarou ao Conselho de Segurança Navi Pillay, que renunciou depois de seis anos à frente da Comissão.

"Eu realmente acredito que uma resposta forte deste Conselho poderia salvar centenas de vidas", disse Pillay.

A sul-africana também considerou que o uso do direito de veto é "uma tática de curto prazo e, em consequência disso, contraproducente". Ela pediu que os 15 Estados-membros "desenvolvam um conceito mais amplo do que o de interesse nacional".

O uso do veto pelos cinco membros permanentes do Conselho -Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Estados Unidos- revela as profundas divisões entre o grupo.

Em maio, a Rússia e a China vetaram um projeto de resolução que teria permitido ao Tribunal Penal Internacional (TPI) abrir processos na Síria por crimes de guerra.

Os Estados Unidos, que habitualmente vetam resoluções contra Israel, bloquearam recentemente um texto particularmente forte sobre o conflito em Gaza.

O Conselho de Segurança enfrenta atualmente uma série de crises internacionais, incluindo os conflitos em Iraque, Síria, Gaza, Sudão do Sul, Ucrânia e República Centro-Africana.

AFP