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(Arquivo) O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso

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O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, alertou nesta segunda-feira o presidente russo, Vladimir Putin, sobre o risco de qualquer ação militar unilateral na Ucrânia, mesmo que por motivos humanitários, segundo um comunicado emitido em Bruxelas.

Em uma conversa por telefone com Putin, Barroso "expressou sua preocupação pela concentração de tropas russas na fronteira com a Ucrânia" e advertiu "para qualquer intervenção militar na Ucrânia, não importa o motivo, ainda que seja humanitário", indicou o comunicado.

Assim, ele se une à posição demonstrada neste fim de semana pelo presidente americano, Barack Obama, pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, e pela chanceler alemã, Angela Merkel.

A ideia de uma missão humanitária russa é fortemente rejeitada pelos ocidentais, que acusam a Rússia de alimentar a rebelião na Ucrânia fornecendo a ela armas e temem uma intervenção disfarçada sob o pretexto de uma missão de ajuda aos civis.

A Rússia chegou a um acordo com o governo ucraniano para que a Cruz Vermelha realize uma missão humanitária no leste da Ucrânia, e espera que "os ocidentais não a sabotem", havia indicado nesta segunda-feira o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.

"Espero que em um futuro próximo, esta união humanitária seja realizada com os auspícios do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Acordamos com os líderes ucranianos todos os detalhes", declarou o ministro, segundo a agência de notícias Ria Novosti.

"Espero que nossos sócios ocidentais não a sabotem", acrescentou o ministro, que pediu no sábado o apoio americano a um projeto russo de missão humanitária em benefício das populações vítimas do conflito no leste da Ucrânia.

AFP