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Companhias aéreas passam a receber alertas sobre risco de erupções solares

O novo serviço se interessa principalmente por fenômenos solares sujeitos a incidir nas comunicações de alta frequência, nos sistemas de navegação por satélite e nos níveis de radiação a bordo dos aviões afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. novembro 2019 - 21:01
(AFP)

Um novo serviço de meteorologia espacial alerta companhias aéreas em tempo real para o risco de erupções solares, um fenômeno natural marcado pelo bombardeio de partículas eletromagnéticas que podem prejudicar a comunicação a bordo de aviões, anunciou nesta quarta-feira a agência da ONU especializada em transporte aéreo.

O serviço, ativo desde o último dia 7, funciona com base em dados coletados por centros de meteorologia espacial de 17 países, informou a Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci).

O novo serviço se interessa principalmente por fenômenos solares sujeitos a incidir nas comunicações de alta frequência, nos sistemas de navegação por satélite e nos níveis de radiação a bordo dos aviões, segundo o comunicado da Oaci, que tem sede em Montreal.

As grandes erupções solares, que se produzem na camada mais externa do Sol, podem causar tempestades magnéticas que representam "sérios riscos" ao bom funcionamento de satélites, aviões, redes elétricas, comunicações eletrônicas e tudo que se baseia em ondas eletromagnéticas, explica a Oaci.

A ejeção de partículas solares "muito energéticas" sobre a Terra também pode levar a um aumento considerável dos níveis de radiação na atmosfera, em altitudes de cruzeiro e também no nível do solo, segundo a sua intensidade, diz a agência.

As erupções solares, também relacionadas às auroras boreais, são causadas por uma reconfiguração brutal e repentina do campo magnético solar. Em novembro de 2015, uma erupção solar apagou os sistemas de radar dos principais aeroportos do sul da Suécia durante horas. Em março de 1989, uma outra erupção provocou um corte de energia de mais de nove horas em Quebec.

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