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(Maio) Manifestantes exibem retratos de Milagro em Buenos Aires

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A Justiça argentina concedeu nesta quarta-feira a prisão domiciliar à líder social Milagro Sala, presa desde janeiro de 2016 e cuja libertação foi solicitada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

O juiz Gastón Mercau ditou a prisão domiciliar em um imóvel da organização social Tupac Amaru nos arredores da capital de Jujuy.

A defesa desta líder ligada ao kirchnerismo objetou as condições de prisão domiciliar porque foi disposta para uma casa que descrevem como "inabitável".

Além disso, é ordenado que seja custodiada pela Gendarmeria Nacional, polícia da fronteira de caráter federal na Argentina e que o governo costuma usar como apoio em questões de segurança.

A advogada de defesa, Elizabeth Gómez Alcorta, disse à AFP que "a casa não tem luz nem água, está absolutamente saqueada, e não tem nem janelas".

"Vão colocá-la em uma custódia que está proibida e que é das forças federais, todas são irregularidades e ilegalidades. Mas nas condições que Milagro está hoje, aceita isso e depois discutiremos", disse quando ainda não havia sido efetivada a transferência de Sala.

Sala, uma líder indígena de 53 anos, está presa em Jujuy. Enfrenta acusações por ameaças e suposta malversação de fundos públicos por meio de cooperativas da organização Tupac Amaru durante os governos de Néstor e Cristina Kirchner.

Ativista do projeto kirchnerista, Sala enfrenta o governador de Jujuy, Gerardo Morales, dirigente de alto escalão radical promotor de causas contra ela e aliado do presidente Mauricio Macri.

Segundo a ordem judicial desta quarta-feira, Sala deverá ser submetida a controles médicos e psicológicos a cada 30 dias e não poderá ser visitada por mais de sete pessoas a cada vez, excetuando-se familiares, e em horário restrito.

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AFP