Quase 22.000 pessoas, em sua maioria menores de idade, continuam desaparecidas após dez anos de conflito no noroeste da Nigéria entre o Exército e os jihadistas do Boko Haram, informou nesta quinta-feira o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

A Nigéria, um país de 190 milhões de habitantes, registra "o maior número de pessoas desaparecidas no mundo", segundo o CICV.

"Um total de 60% das pessoas que sumiram eram menores quando foram declaradas desaparecidas", informa o comunicado do CICV, publicado após uma visita de cinco dias à Nigéria do presidente da organização internacional, Peter Maurer.

"Milhares de pais não sabem se seus filhos estão vivos ou mortos. É o maior pesadelo para um pai", declarou Maurer em entrevista coletiva em Lagos.

Quando há ataques do grupo extremista islâmico Boko Haram ou ofensivas do Exército, muitas famílias são separadas e, como não há documentação civil ou sistemas de comunicação, as pessoas desaparecidas são muito difíceis de encontrar.

Além disso, "grandes áreas do território são totalmente inacessíveis ao pessoal humanitário" no nordeste do país, disse Maurer.

As Nações Unidas acreditam que cerca de dois milhões de pessoas deslocadas pelo conflito nem sempre podem voltar para suas casas.

No entanto, o comandante do Exército, o general Tukur Buratai, disse em Abuja na terça-feira que os terroristas do Boko Haram foram expulsos da Nigéria e que não controlam mais nenhum território do país.

Em dez anos, a insurreição jihadista e sua repressão no nordeste da Nigéria deixaram mais de 27.000 mortos.

Na segunda-feira, vários soldados nigerianos foram mortos em um ataque contra uma base militar, reivindicado pela facção do Boko Haram afiliada ao Estado Islâmico (Iswap).

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