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Civis tentam fugir da polícia durante confronto nas ruas do Cairo

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Três pessoas morreram nesta sexta-feira no Cairo em confrontos entre opositores e partidários do presidente destituído Mohamed Mursi.

Os confrontos explodiram na zona oeste do Cairo, à margem de um protesto.

Na quinta-feira, quatro pessoas morreram em protestos similares.

Desde a destituição de Mursi em 3 de julho de 2013 pelo então comandante do exército e atual presidente Abdel Fatah al-Sissi, seus partidários protestam regularmente para exigir seu retorno, em particular às sextas-feiras ao fim da oração muçulmana semanal.

Mas a mobilização é pequena desde a violenta repressão do ano passado que deixou mais de 1.400 mortos.

Nesta sexta-feira, a polícia prendeu oito manifestantes. Quatro agentes ficaram feridos.

Três pessoas também ficaram feridas em confrontos similares na zona norte do Cairo.

Em 14 de agosto de 2013, as forças de segurança reprimiram de forma violenta duas manifestações de partidários de Mursi nas praças Rabaa al-Adawiya e Nahda no Cairo, o que provocou mais de 700 mortes em poucas horas, segundo um balanço oficial.

A organização internacional Human Rights Watch acusou na terça-feira o novo governo militar de ter cometido um "massacre", semelhante provavelmente a um crime contra a humanidade, e pediu uma investigação contra Sissi.

Na quinta-feira, um policial morreu ao ser atingido por tiros na periferia do Cairo. O ministério do Interior acusou partidários de Mursi pelo ataque.

AFP