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Manifestantes protestam contra a violência das forças de segurança egípcias no combate aos protestos de partidários do presidente destituído do país, Mohamed Mursi, em Washington, capital americana, em 14 de agosto de 2014.

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Três pessoas morreram nesta sexta-feira no Cairo em confrontos entre opositores e partidários do presidente destituído Mohamed Mursi, informou uma fonte

Os confrontos eclodiram na zona oeste do Cairo, durante um protesto. A terceira vítima foi registrada no sul da capital egípcia em circunstâncias parecidas.

Na quinta-feira, quatro pessoas morreram em manifestações.

Desde a destituição de Mursi, em 3 de julho de 2013, pelo então comandante do Exército e atual presidente Abdel Fatah al-Sissi, seus partidários protestam com frequência para exigir seu retorno, em particular às sextas-feiras ao fim da oração muçulmana semanal.

A mobilização é pequena desde a violenta repressão do ano passado que deixou mais de 1.400 mortos.

Nesta sexta-feira, a polícia interveio para acabar com os distúrbios e prendeu 29 manifestantes. Quatro agentes ficaram feridos. Outras três pessoas sofreram ferimentos em confrontos parecidos na zona norte do Cairo.

Ontem, um policial foi morto a tiros na periferia do Cairo. O Ministério egípcio do Interior acusou seguidores de Mursi pelo ataque. Além disso, quatro pessoas ficaram feridas no Cairo, em confrontos entre manifestantes pró-Mursi e seus opositores e a polícia.

Em 14 de agosto de 2013, as forças de segurança reprimiram de forma violenta duas manifestações de seguidores de Mursi nas praças Rabaa al-Adawiya e Nahda no Cairo, provocando mais de 700 mortes em poucas horas, segundo um balanço oficial.

Na terça-feira, 12 de agosto, a organização internacional Human Rights Watch acusou o novo governo militar de ter cometido um "massacre", semelhante "provavelmente" a um crime contra a Humanidade, e pediu que Sissi seja investigado.

AFP