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O Capitólio, sede do Congresso americano, em 19 de março de 2014

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O Congresso americano aprovou na sexta-feira recursos para atender a onda de milhares de crianças que cruzaram sozinhas e de maneira ilegal a fronteira, ao mesmo tempo que o presidente Barack Obama anunciou que atuará de maneira unilateral para solucionar a crise.

A medida, aprovada na Câmara de Representantes, dominada pelos republicanos, com 223 votos a favor e 189 contrários, destinaria 694 milhões de dólares para aumentar a capacidade de acomodar e deportar os menores sem documentos.

Mas o valor é apenas uma pequena parte dos 3,7 bilhões de dólares que Obama solicitou ao Congresso para atender a emergência e o presidente já havia ameaçado vetar a iniciativa republicana.

O projeto não conta com o apoio dos democratas no Senado, um passo necessário para virar lei.

"O presidente deve assumir a liderança e mitigar a crise, revertendo a onda de imigrantes ilegais e obtendo o cumprimento das leis", advertiu o presidente da Comissão de Orçamento da Câmara, Hal Rogers.

"Mas, enquanto isto, este projeto ajudará nossos funcionários e agências federais nesta difícil situação a curto prazo", completou.

A medida destinaria recursos para a contratação de novos guardas de fronteira, funcionários e juízes de imigração, a ampliação da capacidade dos albergues de detenção dos imigrantes sem documento e para ajudar os países de origem a recebê-los de volta.

Também incluiria uma emenda à lei de 2008 contra o tráfico de crianças, para que os menores de países não fronteiriços com os Estados Unidos possam ser deportados rapidamente, como acontece com aqueles procedentes do México.

Desde outubro de 2013, mais de 57.000 crianças atravessaram ilegalmente a fronteira com os Estados Unidos sem a companhia de adultos, o que representa o dobro do número de menores detidos na fronteira em todo o ano de 2012.

A entrada em massa de menores, procedentes principalmente da Guatemala, Honduras e El Salvador, esgotou os recursos do governo federal.

AFP