O enviado dos Estados Unidos para as negociações com os talibãs no Afeganistão, Zalmay Khalilzad, foi convocado a comparecer na Câmara de Representantes, controlada pelos democratas, para esclarecer detalhes mantidos em segredo no processo de paz.

Eliot Engel, presidente do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara, convocou Khalilzad para prestar depoimento no dia 19 de setembro.

A medida, que obriga Khalilzad a comparecer ao Comitê, ocorre dias após o presidente americano, o republicano Donald Trump, declarar as negociações com os talibãs "mortas" e revelar que havia organizado e posteriormente cancelado conversações com líderes afegãos na residência presidencial de Camp David.

"Mais de 2 mil soldados americanos morreram no Afeganistão e já estou farto de que esta administração mantenha o Congresso e o povo americano no escuro sobre o processo de paz e sobre como vamos encerrar esta longa guerra", declarou Engel.

"Precisamos ouvir diretamente da pessoa-chave da administração no Afeganistão para compreender como este processo saiu dos trilhos".

Zalmay Khalilzad é obrigado a comparecer, mas a administração Trump tem adotado um posição incomum de desafiar tais citações, criando batalhas legais.

Khalilzad manteve nove rodadas de negociações com os talibãs em Doha, mas não fez anúncios de grandes progressos enquanto as tratativas prosseguiam.

Trump estava ansioso para acabar com a guerra mais longa dos Estados Unidos, iniciada há 18 anos, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Há alguns dias, Trump acusou os talibãs de má-fé por realizar um ataque terrorista em Cabul que matou um soldado americano nas vésperas de supostas conversações com os rebeldes e deu por encerrada as negociações.

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