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Policiias descansam em Toribio, Colômbia, em 29 de agosto de 2016

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O Congresso da Colômbia autorizou nesta segunda-feira o presidente Juan Manuel Santos a convocar um plebiscito para referendar o acordo de paz com a guerrilha das Farc, que busca acabar com um conflito armado de 52 anos.

"A plenária do Senado da República (...) aprova a intenção do senhor presidente da República (...) de convocar o plebiscito para referendar o Acordo Final" entre o governo e as Farc, declarou Gregorio Eljach, secretário-geral da Câmara Alta.

A proposta foi aprovada por 71 votos contra 21.

O governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) alcançaram na semana passada um histórico acordo de paz, cujo texto foi entregue na quinta-feira passada ao presidente do Congresso para a convocação do plebiscito.

A Corte Constitucional deu seu aval, em julho passado, ao projeto aprovado no Congresso que estipula o plebiscito como mecanismo de referendo do acertado pelas partes.

O tribunal ratificou que o acordo de paz poderá ser aprovado com 4,4 milhões de votos positivos - 13% do total de eleitores - desde que o votos negativos não sejam maioria.

Apesar de o governo já ter fixado o dia 2 de outubro para a consulta, esta data pode ser modificada. Santos anunciará nos próximos dias a pergunta exata que os cidadãos responderão.

Caso seja aprovado no plebiscito, a decisão passará ao Congresso, que deverá se pronunciar de forma urgente. Em seguida, o documento será revisto pela Corte Constitucional, antes da sanção de Santos.

"Este Congresso deve e pode se sentir orgulhoso por ter sido um fator fundamental para (...) que os colombianos (...) possam dizer sim ou não ao acordo de paz", declarou o ministro do Interior, Juan Fernando Cristo.

A Colômbia teve nesta segunda-feira o primeiro dia de silêncio definitivo dos fuzis, após o início de um cessar-fogo bilateral e definitivo à zero hora.

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AFP