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O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, em Quito, em 21 de agosto de 2017

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O Congresso do Equador, de maioria governista, autorizou por unanimidade nesta sexta-feira (25) o início de um processo penal contra o vice-presidente, Jorge Glas, pelo caso de corrupção da construtora Odebrecht.

Com o voto de 128 deputados presentes (de um total de 137), a Assembleia Nacional retirou a imunidade do vice-presidente para que a Justiça comece a investigá-lo pelo crime de associação ilícita. A relação de Glas com o processo penal não implica ainda em uma acusação formal contra ele.

O vice-presidente "no dia de hoje já terá a oportunidade de se defender diante da justiça e não mais em um linchamento midiático e político", declarou aos meios de comunicação o presidente do Congresso, José Serrano, ao fim da sessão.

Pouco antes da votação no plenário da Assembleia Nacional, os deputados de oposição exigiam aos gritos que abrissem o debate. Entretanto, Serrano impediu argumentando que não se tratava de um tema político, mas de resolver o pedido da Corte Nacional de Justiça para processar Glas.

Ao apresentar a resolução que foi aprovada, o presidente do Legislativo enfatizou a sua confiança em Glas, que há dias pediu ao governo que desse espaço ao pedido de processo penal.

"Nada escondemos, nada esconderemos. Acreditamos na inocência das pessoas, neste caso do vice-presidente, enquanto não forem demonstradas provas de algum tipo de responsabilidade específica", disse Serrano.

Glas, que desde 2007 é responsável por setores estratégicos do Equador e em 2013 se tornou vice-presidente, nega qualquer relação com o caso Odebrecht, embora seu tio, Ricardo Rivera, seja um dos detidos por suposta participação no caso.

As investigações em curso no Equador pelo caso Odebrecht deixam no país outros nove presos, entre eles o ex-ministro de Eletricidade Alecksey Mosquera. Também há uma ordem de prisão contra o ex-controlador do Estado Carlos Pólit, que está foragido nos Estados Unidos.

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AFP