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Congresso do Equador destitui procurador-geral por vazamento de áudio

O procurador-geral do Equador, Carlos Baca, em um tribunal de Quito durante audiência do então vice-presidente Jorge Glas, em 2 de outubro de 2017 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. abril 2018 - 02:57
(AFP)

O Congresso do Equador destituiu nesta quinta-feira o procurador-geral, Carlos Baca, por divulgar ilegalmente o áudio de uma suposta conspiração para removê-lo do cargo, em meio às investigações envolvendo o escândalo de corrupção da Odebrecht no país.

A Assembleia Nacional aprovou a destituição de Baca por 128 votos do total de 137 representantes, após mais de 11 horas de julgamento político, e enviou o processo às autoridades para a apuração de possíveis responsabilidades.

A decisão implica na "imediata destituição" do cargo, de acordo com a Constituição.

Baca divulgou em fevereiro passado, em entrevista coletiva, uma gravação de conversa telefônica entre o então presidente da Assembleia, José Serrano, e o ex-controlador-geral do Estado e hoje foragido da Justiça Carlos Pólit, na qual o deputado afirmava que era preciso "baixar" (remover do cargo) o procurador-geral por ele não ter respeitado os acordos (não citados).

A revelação levou à destituição de Serrano em março e o início do processo político contra Baca.

Uma das investigações de Baca levou à prisão do então vice-presidente equatoriano Jorge Glas, por receber 13,5 milhões de dólares de subornos da Odebrecht.

Em sua defesa, Baca fez um resumo dos resultados obtidos pela Procuradoria durante sua gestão e criticou o relatório parlamentar que deu sinal verde ao julgamento político.

Baca será substituído pelo subprocurador Gen Rhea.

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