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O Congresso do Peru aprovou nesta quinta-feira, por ampla maioria, o uso da maconha para fins medicinais, atendendo a uma antiga demanda de organizações civis

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O Congresso do Peru aprovou nesta quinta-feira, por ampla maioria, o uso da maconha para fins medicinais, atendendo a uma antiga demanda de organizações civis, informou o presidente do Legislativo, Luis Galarreta.

"Hoje aprovamos o uso da cannabis medicinal. Todos os grupos parlamentares, pensando nas pessoas que precisam deste tratamento", escreveu Galarreta no Twitter.

A lei será enviada agora ao Poder Executivo, que promoveu a medida, para sua promulgação.

Apesar da aprovação por ampla maioria, a medida provocou um acalorado debate, já que o Peru é o segundo maior produtor de folha de coca do planeta e há muitos anos luta contra o narcotráfico.

Especialistas e promotores da proposta esclareceram que não se trata de permitir o consumo da maconha, apenas de extrair seus componentes medicinais para paliar algumas doenças específicas.

O governo apresentou o projeto de lei em fevereiro, após pedidos de famílias cujos filhos enfrentam doenças graves, como convulsões epiléticas e câncer.

O legislador governista Alberto de Belaunde propôs que as mães envolvidas no uso da maconha para paliar o sofrimento de seus filhos sejam excluídas de qualquer ação penal.

Além do Uruguai, que em 2013 se tornou o primeiro país a autorizar o cultivo e o consumo da maconha para uso pessoal, vários países latino-americanos têm caminhado na mesma direção, enquanto México, Colômbia, Chile e Argentina aprovaram leis que autorizam o cultivo e o uso da maconha para fins medicinais.

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AFP