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O presidente americano Donald Trump em reunião com membros do congresso na Sala Roosevelt, na Casa Branca, em Washington, DC, no dia 16 de fevereiro de 2017

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O Congresso dos Estados Unidos adotou nesta quinta-feira, com relativo consenso, uma lei orçamentária para financiar o Estado federal até 30 de setembro, descartando definitivamente uma paralisia do governo Trump a partir da noite de sexta-feira.

O Senado aprovou a lei com 79 votos contra 18, um dia antes do vencimento do prazo - a noite de sexta-feira - para aprovar o financiamento e depois que na quarta-feira a Câmara de Representantes deu seu aval com 309 votos contra 118.

Agora resta que o presidente Donald Trump assine a lei, fruto de longas negociações entre a maioria republicana e os democratas.

A minoria democrata estima ter ganho a partida ao impedir a inclusão de várias medidas prioritárias para o presidente Trump, como o início da construção do muro fronteiriço com o México.

A Casa Branca ressaltou que o gasto militar aumentará consideravelmente graças a essa lei e que serão desbloqueados novos créditos para reforçar e renovar a infraestrutura nas fronteiras.

No Senado, era necessária uma maioria qualificada de 60 dos 100 votos para aprovar a lei, o que deu aos democratas um poder de negociação, já que os republicanos contavam com somente 52 assentos.

Os gastos federais autorizados por esta lei ultrapassam 1,163 trilhão de dólares para todo o ano orçamentário de 2017, que acaba em 30 de setembro. Essa cifra representa pouco menos de um terço de todo o orçamento federal.

Os outros dois terços, que incluem gastos sociais, o serviço de saúde pública para idosos e pobres, entre outros, são aprovados automaticamente, sem que o Congresso tenha que dar seu aval.

Esses dois terços representam mais de 1 trilhão de dólares, dos quais o setor da Defesa recebe 600 bilhões.

Trump anunciou na segunda-feira que a batalha pelo orçamento será mais dura para o orçamento de 2018, que começará no dia 1 de outubro, alegando que estava disposto a deixar que paralisassem seu governo a fim de evitar ceder às demandas democratas.

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