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O presidente do Peru, Ollanta Humala, e a primeira-dama, Nadine Heredia, na sede do governo em Lima, em 2 de abril de 2015

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A primeira-dama do Peru e presidente do Partido Nacionalista no poder, Nadine Heredia, será interrogada por uma comissão do Congresso, no âmbito da investigação de um ex-assessor de seu marido, o presidente Ollanta Humala, por suspeita de corrupção.

A decisão foi adotada nesta sexta-feira por uma comissão parlamentar de maioria opositora, que terá a possibilidade de suspender o sigilo bancário e fiscal da primeira-dama.

Nadine já havia testemunhado, mas suas respostas não foram consideradas satisfatórias, segundo o grupo de trabalho.

A investigação está sendo realizada em um momento de intenso ruído político no país, a um ano da eleição à presidência. O escândalo afetou fortemente a popularidade de Humala, que despencou para 17%.

É a primeira vez no país que a mulher de um presidente no cargo é investigada pelo Congresso. Para o governo, trata-se de vingança da oposição, assim como de tentativas de bloquear uma possível candidatura de Nadine Heredia ao Parlamento.

"Na democracia, há direitos a respeitar", reagiu ela, em sua conta no Twitter.

A Comissão vai verificar se a primeira-dama utilizou suas influências para que empresas vinculadas ao ex-assessor presidencial Martín Belaunde Lossio, hoje preso, conseguissem contratos com o Estado - explicou Lescano.

A Justiça peruana já investiga Belaunde, ex-chefe de campanha de Humala nas eleições de 2006 e 2011, por pressionar entidades do governo para favorecer com licitações públicas a empresas privadas.

Belaunde foi extraditado da Bolívia no final de maio, depois de ter tentado pedir asilo político e de ter fugido quando teve o pedido negado.

A oposição suspeita que Belaunde tenha administrado contribuições venezuelanos para a primeira campanha de Humala em 2006. Nesse pleito, ele recebeu apoio do então presidente Hugo Chávez. Em 2011, afastado do discurso de esquerda, Humala ganhou as eleições.

AFP