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O presidente do governo catalão, Carles Puigdemont (D), ao lado do vice-presidente regional e chefe de Economia e Finanças, Oriol Junqueras, em Barcelona, em 6 de setembro de 2017

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Estas são as principais datas da história da Catalunha, região do noroeste da Espanha, que assinou nesta quarta-feira um decreto convocando um referendo de autodeterminação.

1479

Os reis católicos Fernando e Isabel estreitam a união entre as coroas de Castela e Aragão, da qual a Catalunha dependia, firmando os pilares da coroa espanhola.

1714

11 de setembro: durante a guerra de sucessão pelo trono da Espanha entre o duque francês Philippe d'Anjou e Carlos da Áustria, Barcelona sucumbe após um longo cerco às tropas franco-espanholas e a Catalunha perde suas instituições de autogoverno. A data, hoje em dia, marca a festa nacional da Catalunha.

1931

Abril: com a proclamação da Segunda República Espanhola (1931-1939), a Catalunha recupera suas instituições de governo, aprova um Estatuto de autonomia (1932) e o idioma catalão ganha status oficial ao lado do castelhano.

1939

24 de janeiro: as tropas do general Francisco Franco tomam Barcelona após dois anos e meio de guerra civil. As instituições catalãs são suprimidas e é proibido o uso público do catalão até 1975, data da morte do ditador.

1977

Setembro e outubro: restabelecimento provisório do governo regional e retorno do presidente catalão no exílio durante a transição para a democracia.

1978

6 de dezembro: referendo para ratificar a Constituição espanhola, que se fundamenta "na indissolúvel unidade da Nação Espanhola" e "reconhece e garante o direito à economia das nacionalidades e regiões que a integram". Na Catalunha, o apoio foi de 90%.

1979

25 de outubro: os catalães aprovam em referendo seu novo estatuto de autonomia regional, que define o catalão e o castelhano como línguas oficiais. Este estatuto permitiu-lhes assumir competências em educação, saúde, política linguística e cultura, e incluiu a criação de uma polícia própria.

2006

18 de junho: os catalães aprovam em referendo um novo estatuto que amplia a autonomia da região, negociado com o governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero e aprovado pela Justiça espanhola. O estatuto, que define a Catalunha como nação, é levado ao Tribunal Constitucional pelo Partido Popular (PP), do conservador Mariano Rajoy.

julho: O PP, então na oposição, apresenta um recurso contra o novo estatuto de autonomia ao Tribunal Constitucional. Rajoy critica o texto, considerando-o uma ameaça à unidade da Espanha.

2009

13 de setembro: a cidade de Arenys de Munt torna-se o primeiro de centenas de municípios que organizam votações simbólicas sobre a independência da Catalunha.

2010

28 de junho: o Tribunal Constitucional anula uma parte do estatuto catalão e deixa "sem valor jurídico" a definição da Catalunha como nação. Centenas de milhares de catalães se manifestam em Barcelona ao grito de "somos uma nação, nós decidimos".

2012

Setembro: após uma grande manifestação independentista em Barcelona, o chefe de governo espanhol Mariano Rajoy nega-se a negociar uma maior autonomia fiscal para a Catalunha com o presidente regional Artur Mas - que convoca eleições em novembro com a promessa de realizar um referendo.

25 de novembro: Artur Mas vence as eleições mas sem maioria absoluta. Em segundo lugar ficam os independentistas progressistas do ERC e os partidos comprometidos com um referendo superam amplamente a maioria absoluta.

2003

11 de setembro de 2013: por ocasião da Diada (Dia Nacional da Catalunha), os manifestantes formam uma corrente humana de 400 km, como gesto pela independência.

2014

9 de novembro de 2014: Cerca de 2,3 milhões de catalães votam em um referendo simbólico - declarado inconstitucional por Madri. Quase 1,9 milhão (80%) votam pela independência, embora a participação supere apenas 37% do censo.

2015

27 de setembro de 2015: eleições regionais antecipadas convocadas por Artur Mas para convertê-las num plebiscito a favor ou contra o lançamento de um processo de separação que termine com a constituição da República Catalã em 2017.

Os partidos separatistas, de esquerda e direita, obtêm um total de 47,8% dos votos, e pela primeira vez são majoritários em número de assentos no Parlamento catalão.

9 de novembro: a Câmara catalã adota uma resolução na qual declara o lançamento do processo, que deve concluir com a proclamação de um Estado catalão independente em forma de República, no mais tardar em 2017. A resolução seria logo anulada pelo Tribunal Constitucional.

2016

10 de janeiro: Carles Puigdemont, separatista de longa data, é designado presidente da Catalunha.

2017

Março de 2017: o ex-presidente Mas fica inabilitado por dois anos pela Justiça espanhola por incorrer em "desobediência" com a consulta de 2014.

Junho de 2017: Puigdemont anuncia a realização de um referendo de autodeterminação para 1º outubro, apesar de sua proibição pela Justiça espanhola, com a pergunta: "Quer que a Catalunha seja um Estado independente em forma de República?".

Em caso de vitória do "sim", e se a taxa de participação não for "ridícula", segundo ele, a região fará sua "desconexão" do resto da Espanha. O governo Rajoy assegura que a consulta não será realizada.

Julho de 2017: Puigdemont destitui um membro de seu governo regional que manifestou dúvidas sobre a viabilidade do referendo. Igualmente, deixa partir outros três membros do Executivo catalão, também hesitantes, e o chefe da Polícia catalã apresenta sua demissão.

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AFP