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Pessoas próximas a flores, velas e outros itens em homenagem às vítimas de Las Ramblas, em Barcelona, em 20 de agosto de 2017

(afp_tickers)

Veja o que se sabe sobre os 12 homens, vários deles irmãos, que teriam planejado e cometido os ataques em Barcelona e na cidade costeira de Cambrils, matando 15 pessoas e deixando mais de 120 feridos.

Os quatro sobreviventes da célula terrorista que executou os atentados se apresentaram nesta terça-feira perante um juiz.

Os irmãos suspeitos de envolvimento nos ataques têm os sobrenomes Oukabir (Driss e Moussa, mortos), Aallaa (Said, Youssef, mortos, e Mohamed, sobrevivente), Hichamy (Mohamed e Omar, mortos) e Abouyaaqoub (Younes e Houssaine, mortos), todos vizinhos em Ripoll, uma cidade de 10.000 habitantes no norte da Catalunha, perto dos Pirineus.

Nenhum dos 12 envolvidos tinha antecedentes criminais por terrorismo, nem tinha sido investigado por este motivo. Um deles passou um período preso por tráfico de drogas.

- DETIDOS -

Driss Oukabir

Marroquino, de 27. Foi detido na quinta-feira em Ripoll, cidade de 10 mil hanitantes do norte da Catalunha onde cresceu a maioria dos suspeitos. Ele alugou a van usada para executar o atentado em Barcelona, dizendo que era para uma mudança. É irmão de Moussa, um dos mortos no atentado de Cambrils.

Mohamed Aallaa

Marroquino, de 27 anos, também detido em Ripoll. Irmão de dois envolvidos, um morto em Cambrils, Said, e o outro, Youssef, supostamente falecido na casa de Alcanar, 200 km ao sul de Barcelona, onde explodiram as bombas que eram preparadas para os atentados. Ele assegura que o Audi A3 usado pelos cinco autores dos atentados de Cambrils estava registrado em seu nome por questão ligada ao seguro, mas que era usado pelo irmão. O juiz parece ter acreditado nele, pois o deixou em liberdade condicional.

Mohamed Houli Chemlal

Espanhol, de 21 anos, nascido em Melilla, território da Espanha no norte do Marrocos. Ficou ferido na explosão de Alcanar.

Salh El Karib

Marroquino, de 34 anos, segundo a imprensa espanhola, também detido em Ripoll. Amigo de Driss e gerente de uma central telefônica de ligações ao exterior. Teria comprado uma passagem de avião para Driss com seu cartão de crédito. Garante que foi para fazer-lhe um favor e que o reembolsou em dinheiro. O juiz está tentando verificar esta verão.

- MORTOS -

Younes Abouyaaqoub

Marroquino, 22 anos. O único autor material do atropelamento de Las Ramblas, virou alvo de uma grande operação de busca e permaneceu foragido até segunda-feira, quando foi morto pela Polícia em Subirats, cidadezinha ao leste de Barcelona.

As autoridades atribuem a Abouyaaqoub 14 das 15 mortes dos atentados.

Abdelbaki Es Satty

Marroquino de 44 anos. As autoridades suspeitam que o imã de Ripoll foi o responsável por radicalizar os jovens que participaram dos ataques. Morreu na explosão de Alcanar. Ficou preso por tráfico de drogas entre 2010 e 2014. Morou no subúrbio de Machelen, em Bruxelas, entre janeiro e março de 2016.

Descrito pelos que o conheceram como muito religioso, havia solicitado férias na mesquita em que pregava, para, segundo ele, retornar ao Marrocos e resolver questões pessoais.

Moussa Oukabir

Considerado inicialmente o autor do atentado de Las Ramblas, o marroquino de 17 anos, vizinho de Ripoll, foi morto pela Polícia em Cambrils, depois que o carro em que viajavam integrantes da célula atropelou alguns policiais - um deles matou quatro criminosos. Antes, o grupo matou uma mulher a facadas.

Mohamed Hichamy

O marroquino de 24 anos morreu em Cambrils.

Omar Hichamy

Irmão de Mohamed. Faleceu em Cambrils. A idade não foi divulgada.

Said Aallaa

Marroquino de 18 anos que morreu em Cambrils. Abandonou de modo repentino sua casa em Ripoll na quinta-feira, alegando que "ia dar uma volta com um amigo", explicou a família à AFP, antes de percorrer os 300 km até Cambrils.

Houssaine Abouyaaqoub

Irmão mais novo de Younes, o autor do ataque de Barcelona. Gostava de esquiar. Morreu em Cambrils.

Youssef Aallaa

A Polícia confirmou sua morte, mas ainda não está claro como aconteceu. Tudo indica que faleceu na explosão de Alcanar.

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AFP