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(COMBO) Combinação de capturas de tela feitas de um vídeo da AFP em 3 de maio de 2017 durante o debate televisionado mostra os candidatos Marine Le Pen e Emmanuel Macron

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Da Europa às instituições, passando pela imigração, conheça os programas dos principais candidatos no segundo turno da eleição à presidência da França, em 7 de maio, em cinco pontos-chave.

- Europa: partir ou reformar ? -

A questão europeia agita as tradicionais divisões desde que o general de Gaulle e os comunistas combatiam uma integração europeia defendida por centristas e socialistas.

Nos referendos realizados em 1992 (Tratado de Maastricht) e em 2005 (Constituição europeia), "sim" e "não" recrutam partidário à esquerda e à direita.

O mesmo se repete desta vez. A líder da extrema-direita, Marine Le Pen, que culpa Bruxelas por impor uma austeridade fiscal, defende a saída da União Europeia, se as negociações não permitirem transformações profundas.

O centrista Emmanuel Macron, propõe um Parlamento da zona do euro e investimentos maciços europeus.

- Imigração e Islã -

Marine Le Pen defende uma política de imigração restritiva, com medidas que limitem o reagrupamento familiar, os benefícios sociais para os imigrantes e o concedimento da nacionalidade francesa.

À esquerda, Benoît Hamon e Jean-Luc Mélenchon não fazem da imigração ou do asilo um tema dominante, mas o primeiro propõe um visto humanitário para os refugiados e os dois concederiam direito de voto aos estrangeiros nas eleições locais.

Macron fala de um "discriminação positiva" na contratação da jovens da periferia.

- Quais instituições ? -

Sobre as instituições, o cursor entre os candidatos é muito movimentado. Macron não deseja mudar a Constituição. Le Pen quer referendos aue incluam a preferência nacional quanto à Constituição.

Os dois candidatos querem introduzir, em diferentes graus, a representação proporcional nas eleições.

Macron exigiria ainda dos políticos eleitos uma ficha judicial limpa.

- Economia e sociedade -

Tradicionalmente, as questões econômicas e sociais opõem direita e esquerda. A estratégia para as classes populares de Le Pen leva-a a se situar, sobre estes assuntos, menos à direita.

Assim, a idade de aposentadoria seria mantida em 62 (menos em alguns casos) por Macron, mas restabelecida em 60 por Le Pen.

Macron e Le Pen a manteriam a carga horária obrigatória de 35 horas semanais, com modulações, derrogações e horas adicionais.

O imposto sobre grandes fortunas (ISF) seria amenizado por Macron e mantido por Le Pen.

- Manter a energia nuclear ? -

Le Pen defende o uso da energia nuclear, mas Macron quer reduzir sua importância.

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