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Principais dados sobre a Catalunha, onde o parlamento regional começou a debater a lei com a qual quer convocar o referendo de independência da Espanha.

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Seguem as principais personalidades do conflito político entre o governo espanhol e o Executivo regional catalão, decidido a celebrar neste domingo um referendo de autodeterminação.

- Mariano Rajoy -

O líder do conservador Partido Popular (PP), de 62 anos, é o presidente do governo espanhol desde dezembro de 2011. Após as legislativas de 2016, governa em minoria com o apoio do partido liberal Ciudadanos, surgido na Catalunha para lutar contra o separatismo.

O PP é apenas a quinta força política na Catalunha, onde obteve 13% dos votos nas últimas eleições regionais em 2015 e tem apenas uma Prefeitura.

Rajoy batalhou contra o novo estatuto de autonomia da Catalunha aprovado em 2016, que dava mais competências à região e a elevava ao nível "nação". A partir de um recurso de seu partido, o Tribunal Constitucional o anulou parcialmente, desatando a ira de muitos catalães.

Seus detratores o acusam de ter deixado a questão catalã crescer e ter feito prosperar assim a causa separatista. Rajoy insiste em que não pode negociar a celebração de um referendo na região porque é incompatível com a Constituição.

- Carles Puigdemont -

Ex-jornalista de 54 anos, o presidente catalão milita pela independência desde a sua juventude.

Chegou à Presidência da região no começo de 2016, quando a CUP, partido de extrema esquerda de cujo apoio precisa na câmara regional, exigiu a partida de seu antecessor Artur Mas, a quem culpava das políticas de austeridade aplicadas durante a crise.

Puigdemont está decidido, custe o que custar, a celebrar o referendo. Caso vença o sim, promete que a Catalunha empreenderá rapidamente a "desconexão" com o restante da Espanha.

Atualmente, é objeto de uma investigação por "desobediência", "prevaricação" e "desvio de recursos públicos" pela organização do referendo.

- Soraya Sáenz de Santamaría -

Vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santa María, de 46 anos, é braço-direito de Rajoy, a quem confiou a delicada pasta de Administrações Territoriais.

Ela impulsionou uma "operação diálogo" com os independentistas, que não rendeu frutos. O governo prometeu investimentos de 4,2 bilhões de euros na Catalunha até 2020, um montante considerado insuficiente e tardio em uma região que reivindica mais poderes e mais dinheiro para suas infraestruturas.

- Oriol Junqueras -

Aos 48 anos, é o líder do partido separatista de esquerda Esquerra Republicana de Catalunya (ERC), que reivindica a independência desde 1931.

Deputado europeu de 2009 a 2011 é, desde janeiro de 2016, o vice-presidente do governo catalão de Puigdemont.

Este professor de história na Universidade de Barcelona também está sendo investigado por "desobediência", "prevaricação" e "desvio de recursos públicos" pela organização do referendo.

- Carme Forcadell -

Após liderar durante anos as manifestações multitudinárias pela independência da Catalunha, é presidente do Parlamento regional catalão desde outubro de 2015. Nele, os partidos separatistas são majoritários em assentos, mas não em votos (47,6%). É egressa do ERC.

Foi muito criticada este mês, quando a Câmara fez adotar pelo procedimento de urgência e sem debate de fundo duas leis rapidamente suspensas pelo Tribunal Constitucional e encaminhadas a permitir o referendo.

Está sendo investigada igualmente por "desobediência", "prevaricação" e "desvio de recursos públicos", e não duvidou em se manifestar em 22 de setembro, em Barcelona, perante um tribunal, onde compareciam funcionários detidos por seu papel na organização da consulta.

- Ada Colau -

Esta ativista social de 43 anos nunca tinha feito política antes de ser eleita prefeita de Barcelona em 2015. Ficou conhecida como a porta-voz de uma plataforma contra os despejos em plena crise econômica na Espanha.

Assegura que nunca foi separatista, mas deu sua permissão para que o governo catalão abra colégios eleitorais em Barcelona no domingo.

Seu partido, Catalunya en Comú, chama a participar da consulta proibida de 1º de outubro, ainda que sem dar consigna de voto. E argumenta que os separatistas não poderão proclamar sozinhos uma independência unilateral que ninguém reconheceria.

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AFP