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Voluntários xiitas tentam avançar nas áreas sob controle dos jihadistas do Estado Islâmico, em Samarra, em 12 de julho de 2014.

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O Conselho de Segurança da ONU adotou nesta sexta-feira por unanimidade uma resolução para impedir o recrutamento e financiamento dos jihadistas na Síria e no Iraque.

O Conselho também acrescentou os nomes de seis extremistas à sua lista de indivíduos submetidos a sanções internacionais por manterem relações com a Al-Qaeda. Entre eles estão líderes do Estado Islâmico e da Frente Al-Nosra.

Estas sanções incluem um embargo às armas, um congelamento de bens e proibição de viajar.

A resolução, proposta pelo Reino Unido, é a medida mais concreta adotada até o momento pelo Conselho diante dos avanços dos combatentes do EI, que controlam vastas regiões da Síria e do Iraque. Os ultra-radicais são acusados ​​de cometer atrocidades.

O texto foi colocado sob o guarda-chuva do Capítulo VII da Carta das Nações Unidas, o que permite o uso de sanções, ou até mesmo de força, mas que não autoriza operações militares.

Após a votação, a embaixadora americana Samantha Power elogiou a "posição forte e unida" do Conselho e sua "vontade de dar passos concretos" contra o que chamou de "nova frente de ameaça terrorista". Ela citou os 12.000 combatentes estrangeiros que participam do conflito na Síria.

Já o representante russo declarou que a resolução "não aprova uma ação militar".

A resolução exige o desarmamento e a dissolução imediata do Estado Islâmico (EI) e da Frente Al-Nosra na Síria, e de outras formações ligadas à Al-Qaeda.

O Conselho "pede que todos os Estados-membros adotem medidas nacionais para conter o fluxo de combatentes terroristas estrangeiros" que se juntam ao EI ou à Al-Nosra. Ele ameaça punir entidades ou indivíduos que participam de recrutamentos.

O Conselho "condena qualquer troca comercial direta ou indireta" com os jihadistas, que também controlam campos de petróleo e infraestruturas potencialmente lucrativas.

O Conselho tinha aprovado, até o momento, declarações não vinculantes denunciando a perseguição das minorias no Iraque pelo EI e apoiando os esforços do governo iraquiano para lutar contra os jihadistas.

AFP