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Lenin Moreno, em Quito, no dia 2 de abril de 2017

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O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador anunciou nesta terça-feira a vitória do socialista Lenín Moreno na eleição presidencial de domingo, na qual o ex-vice-presidente oficialista conquistou 51,16% dos votos.

"Parabenizamos o povo equatoriano que elegeu legal e legitimamente seu presidente", disse o titular do CNE, Juan Pablo Pozo, em um rede nacional de televisão, acrescentando que com 99,65% das urnas apuradas, já há "resultados oficiais irreversíveis".

O opositor ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso, que prometeu impugnar os resultados porque há uma fraude na apuração, tem 48,84% dos votos.

"O Equador se pronunciou livremente nas urnas e é nosso dever ético respeitar sua voz e seu voto", declarou Pozo.

"Garantimos de forma total e absoluta que ambas as organizações políticas (de Moreno e Lasso) possam apresentar objeções, impugnações e apelações nos canais institucionais e legais" antes da proclamação oficial dos resultados, para o que o prazo termina em 12 de abril.

A diferença de 2,32 pontos percentuais representa uma vantagem de 229.396 votos para Moreno, que desde a segunda-feira se declarou o presidente de todos os equatorianos.

Moreno, ex-vice-presidente do presidente em fim de mandato Rafael Correa entre 2007 e 2013, foi eleito para o período 2017-2021.

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