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O presidente venezuelano Nicolas Maduro em Caracas, no dia 10 de agosto de 2017

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A Assembleia Constituinte da Venezuela decidiu nesta terça-feira julgar por "traição à pátria" os opositores que promoveram sanções financeiras dos Estados Unidos contra o país.

Os constituintes aprovaram um decreto para iniciar "conjuntamente com os órgãos do Estado o julgamento histórico por traição à pátria contra os que promoveram estas ações imorais contra os interesses do povo venezuelano".

Embora o documento não mencione nenhum nome em particular, os constituintes que fizeram sua intervenção na sessão acusaram a direção opositora, principalmente o presidente do Parlamento, Julio Borges, e seu vice-presidente, Freddy Guevara.

"Sabemos que Freddy Guevara é um delinquente e tem que pagar, que Julio Borges é outro delinquente que tem que pagar, eles não têm pátria", disse a constituinte Iris Varela.

A Assembleia Constituinte também decidiu solicitar aos órgãos do Estado "o início imediato das respectivas investigações e processos para determinar a responsabilidade e as ações correspondentes" contra os acusados.

Segundo o decreto, o julgamento será iniciado ante um chamado do presidente Nicolás Maduro, que assinala Borges como principal responsável por impulsionar as sanções que proíbem "negociar novas dívidas emitidas pelo governo da Venezuela e a petroleira estatal" PDVSA.

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AFP