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Carnes são expostas em supermercado de Paris, no dia 25 de agosto de 2015

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O consumo anual de carne continuará crescendo nos próximos dez anos, graças aos países emergentes, estimaram pesquisadores durante o Congresso Internacional de Ciências e Tecnologias da carne, encerrado nesta sexta-feira em Clermont-Ferrand (centro da França).

"A tendência esperada é de um aumento do consumo mundial de carne a um ritmo de 1,6% anual nos próximos dez anos", afirmou, durante uma conferência, o agrônomo belga Erik Mathijs, citando cifras recentes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Em 50 anos, o consumo de produtos derivados de carne (carne fresca, embutidos, pratos congelados e conservas) dobraram em todo o mundo, passando de 23,1 quilos por pessoa ao ano em 1961 para 42,2 quilos em 2011.

"No transcurso dos últimos 20 anos, os países emergentes experimentaram uma revolução na pecuária, em particular de suínos e do frango", explicou Pierre Sans, pesquisador do Instituto Francês de Pesquisa Agrônoma.

Nos próximos anos, os países emergentes continuarão elevando o consumo mundial, que se estagnou nos países mais desenvolvidos (Europa Ocidental, América do Norte, Japão) devido à crise econômica e à tomada de consciência dos consumidores sobre o bem-estar animal e a nutrição.

Outro elemento a se levar em conta são as mudanças climáticas, das quais a pecuária é um dos principais contribuintes, lembrou Erik Mathijs, professor na Universidade Católica holandesa de Louvain.

"As negociações (com vistas a um acordo para lutar contra as mudanças climáticas) abordarão necessariamente a redução da produção e o consumo de carne", previu.

Quinhentos cientistas e profissionais do setor da carne participaram deste 61º congresso internacional, que anualmente é celebrado em um país diferente. A próxima edição será celebrada em 2016, em Bangcoc (Tailândia).

AFP