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Vacinas contra rubéola são fotografadas no dia 26 de janeiro de 2015, em Mill Valley, Califórnia

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A Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) disse nesta quarta-feira que as Américas estão livres da transmissão endêmica da rubéola, já que novos casos da doença não são registrados desde 2009.

"É um privilégio e uma alegria anunciar que a região das Américas foi a primeira região do mundo a ser declarada livre da transmissão endêmica da rubéola", comemorou Carissa Etienne, diretora da OPAS, em coletiva de imprensa realizada Washington.

A transmissão endêmica da rubéola e da síndrome da rubéola congênita (SRC) pode causar defeitos congênitos graves em bebês caso as mães contraiam a doença durante a gravidez, destacou a especialista.

A rubéola é uma doença viral contagiosa que ocorre mais frequentemente em crianças. O vírus é transmitido através das vias aéreas, e os sintomas - febre baixa, náuseas e erupções transitórias nas crianças e artrite em adultos - geralmente aparecem entre 2 a 3 semanas após a exposição.

De acordo com Etienne, "os últimos casos de transmissão endêmica confirmada de rubéola e de síndrome da rubéola congênita foram notificados no continente americano em 2009".

Na visão da diretora da OPAS, esta "conquista histórica" é resultado de 15 anos de esforços em campanhas de imunização que disponibilizaram vacinas "em todos os cantos da região das Américas".

"O continente americano foi a primeira região a erradicar a varíola, a primeira a eliminar a pólio, e agora é o primeiro a eliminar a rubéola e a síndrome da rubéola congênita. Essas conquistas provam o valor da vacinação", afirmou.

No entanto, Etienne acrescentou que "embora seja um grande dia, nosso trabalho não está terminado, porque temos pela frente o trabalho de eliminar também o sarampo".

Cuauhtémoc Ruiz, chefe da Unidade de Imunização da OPAS, narrou que os últimos casos de transmissão endêmica ocorreram na Argentina, e de SCR no Brasil, ambos em 2009.

" A próxima parte do mundo que deve ser declarada livre da rubéola é a Europa, que se esforça para erradicar a transmissão endêmica neste ano de 2015", explicou.

Susan Reef, responsável pelo departamento de rubéola no Centro para Controle de Doenças norte-americano, acredita que a erradicação do sarampo levará mais tempo.

"O sarampo é mais contagioso do que a rubéola. Além disso, as vacinas de rubéola são um pouco melhores do que as do sarampo. Essa combinação tornou mais fácil para eliminar a rubéola primeiro", comentou.

Globalmente, a rubéola não deve ser erradicada "antes de 2020", avalia Reef.

AFP