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O Banco Central reduziu sua taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, de 8,25% a 7,50%, o nono corte consecutivo

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O Banco Central (Bacen) reduziu, nesta quarta-feira, sua taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 ponto percentual, de 8,25% a 7,50%, o nono corte consecutivo, justificado por uma evolução controlada da inflação, compatível com a "recuperação gradual" da economia.

A redução está dentro das expectativas dos analistas e deixa a Selic perto do mínimo histórico de 7,25%, aplicado entre outubro de 2012 e abril de 2013.

A medida foi uma unanimidade dos nove membros do Comitê de Política Monetária (Copom), disse o BC em um comunicado.

Há um ano, a Selic tinha chegado a 14,25%, num momento em que a economia combinava recessão profunda com uma inflação galopante.

A inflação tinha chegado a 10,67% em 2015, mas recuou para 6,29% em 2016 e continuou caindo. A queda chegou a ficar abaixo da meta fixada pelo Bacen (4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo): o aumento de preços medido pelo índice IPCA acumulado em 12 meses foi, em setembro, de apenas 2,54%.

O Bacen destacou que "o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira contribui para a queda da sua taxa de juros estrutural", em referência aos programas de austeridade do presidente Michel Temer e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

A instituição acrescentou que "o processo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos (...) e expectativas de inflação".

Analistas apostam em um corte de 0,5 ponto da Selic na próxima reunião do Copom, em dezembro, alcançando um recorde histórico.

As associações de empresas e funcionários consideraram o corte tímido e acreditam que havia espaço para mais ousadia, dada a retração da inflação nos últimos meses e a moderação no crescimento, após uma recessão de dois anos.

"Ao manter a política de conta-gotas, o governo acerta no remédio ao reduzir a taxa Selic, mas erra na dose ao cortar muito pouco. Mais uma vez, o Copom frustra os trabalhadores, que precisam desesperadamente de mais ousadia. Afinal, 13 milhões de pessoas estão desempregadas", disse Paulinho da Força.

Já Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), avaliou que "o corte mais tímido da Selic desperdiça um momento favorável à redução dos juros".

Os dois cortes anteriores tinham sido de um ponto percentual.

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AFP