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Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU, junto ao secretário-geral das Nações Unidas Antonio Guterres, no dia 28 de julho de 2017

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A Rússia expressou nesta terça-feira dúvidas sobre a possibilidade de que o Conselho de Segurança das Nações Unidas decida na próxima segunda-feira novas sanções contra a Coreia do Norte, enquanto o chefe da ONU destacou a necessidade de manter a "crucial unidade" do organismo.

Votar na segunda-feira, como os Estados Unidos propõem, "seria prematuro. Não acredito que sejamos capazes de ir tão rápido", disse à imprensa o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia.

O diplomata reiterou que um texto que fale somente de sanções carece de sentido. "Queremos uma referência à necessidade de um diálogo político baseado nas mais recentes iniciativas", insistiu.

"A única coisa que está sobre a mesa é a proposta conjunta entre China e Rússia" de congelar as manobras militares de Estados Unidos e Coreia do Sul em troca da suspensão dos programas de armamento norte-coreanos, assinalou.

Na segunda-feira, os Estados Unidos desqualificaram essa proposta, tachando-a de "insultante", segundo sua embaixadora na ONU, Nikki Haley.

Washington impulsiona no Conselho de Segurança "as medidas mais fortes possíveis" contra o governo norte-coreano, depois que Pyongyang desafiou as resoluções deste órgão ao testar uma bomba de hidrogênio no domingo, o seu sexto teste nuclear.

Durante uma reunião com a imprensa, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, destacou que a unidade do Conselho durante a crise é algo "absolutamente crucial".

Após admitir que os meios que a ONU dispõe para resolver o conflito são "limitados", o diplomata português destacou a importância de que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China - "entrem em acordo sobre uma só estratégia para negociar com o governo norte-coreano".

O Conselho de Segurança tem "um papel importante" na crise norte-coreana, mas "não central", disse um diplomata sob anonimato.

"O diálogo entre China e Estados Unidos é como um juiz de paz" no conflito, afirmou.

Guterres reiterou a sua disposição para mediar a crise, embora não tenha respondido a pergunta sobre se considerava a possibilidade de viajar para a Coreia do Norte.

Segundo fontes diplomáticas, as novas sanções internacionais contra Pyongyang concerniriam os setores de petróleo e turismo, e compreenderiam o retorno a seu país dos expatriados norte-coreanos, segundo fontes diplomáticas.

Na segunda-feira, "ninguém se opôs a novas sanções, por isso acreditamos que exista claramente um espaço político para ir em frente e rapidamente", disse nesta terça a jornalistas o representante da França na ONU, François Delattre.

Há um mês, o Conselho de Segurança da ONU adotou a sétima bateria de sanções contra a Coreia do Norte, centrada nos setores de carvão, ferro e pescados, e destinada a privar Pyongyang de um bilhão de dólares em ingressos por exportações.

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AFP