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Estudante Otto Warmbier durante seu julgamento na Coreia do Norte

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O governo da Coreia do Norte negou nesta sexta-feira ter torturado ou maltratado na prisão o estudante americano Otto Warmbier, que faleceu depois de ter sido liberado por Pyongyang em estado de coma, e acusa Washington de organizar uma "campanha difamatória".

Esta é a primeira reação da Coreia do Norte ao anúncio da morte, na segunda-feira nos Estados Unidos, do estudante de 22 anos repatriado no dia 13 de junho em coma.

O jovem havia sido condenado na Coreia do Norte a 15 anos de trabalhos forçados pelo roubo de um cartaz de propaganda.

"Nossas agências competentes tratam todos os criminosos (...) dentro do respeito das leis nacionais e dos parâmetros internacionais", afirmou um porta-voz do Conselho para a Reconciliação Nacional, segundo a agência norte-coreana KCNA.

O porta-voz do ministério norte-coreano das Relações Exteriores, citado pela imprensa estatal, acusou Washington de organizar uma "campanha difamatória" contra o país.

O presidente americano Donald Trump chamou o que aconteceu com o estudante de "escândalo".

A Coreia do Sul atribuiu a morte de Warmbier ao regime "irracional" de Pyongyang, que acusa Seul de usar o falecimento do jovem para tentar obter a libertação de seis presos sul-coreanos.

"Não têm a mínima ideia de como Warmbier foi bem tratado (...) mas se atrevem a pronunciar as palavras 'maus-tratos' e 'tortura'", disse o porta-voz do Conselho para a Reconciliação Nacional.

Otto Warmbier foi sepultado na quinta-feira.

AFP