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(Arquivo) O presidente sul-coreano, Moon Jae-In

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A Coreia do Sul propôs nesta segunda-feira (17) ao regime norte-coreano um diálogo destinado a aliviar as tensões militares bilaterais, dias após Pyongyang testar seu primeiro míssil balístico intercontinental.

A proposta, a primeira desde a chegada este ano ao poder em Seul do presidente Moon Jae-in, foi apresentada depois que a Cruz Vermelha propôs outra reunião para discutir a questão das famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950- 53).

O ministério da Defesa sul-coreano sugeriu a realização de uma reunião na sexta-feira na localidade fronteiriça de Panmunjom, enquanto a Cruz Vermelha sugere outro encontro separadamente em 1º de agosto no mesmo lugar.

Se a reunião do governo for realizada, será o primeiro diálogo oficial entre as duas Coreias desde dezembro de 2015.

A predecessora conservadora de Moon, Park Geun-hye, recusava todo o diálogo com Pyongyang, a menos que o regime comunista se comprometesse a implementar medidas concretas de desnuclearização.

"Propomos uma reunião (...) destinada a acabar com qualquer ação hostil capaz de aumentar a tensão militar ao longo da fronteira terrestre", indicou o ministério em um comunicado.

A Cruz Vermelha espera, por sua vez, uma "resposta positiva" do Norte, na esperança de organizar reuniões de família no início de outubro. Se concretizado, tal encontro seria o primeiro do tipo em dois anos.

Milhões de famílias foram separadas pelo conflito que levou à divisão da península em duas Coreias.

Muitos morreram sem ver seus parentes do outro lado da fronteira fortemente vigiada, através da qual toda a comunicação civil é proibida.

Moon, que assumiu o cargo em maio, defende um diálogo com o Norte como uma maneira de trazer Pyongyang à mesa de negociações, em meio as crescentes tensões alimentadas pela ambições nucleares norte-coreanas.

No entanto, Pyongyang realizou uma série de testes de mísseis em violação das resoluções da ONU, sendo o mais recente em 4 de julho, quando testou o seu primeiro míssil balístico intercontinental, em resposta ao que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump exigiu a imposição de novas sanções pela ONU.

AFP