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A líder opositora venezuelana María Corina Machado em Caracas em 29 de abril

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A deputada destituída María Corina Machado - um dos expoentes da oposição venezuelana - teve sua candidatura às próximas eleições parlamentares impugnada pela Controladoria Geral da República.

Machado informou nesta terça-feira que a Controladoria enviou a seu advogado, no dia 13 de julho, uma notificação revelando seu impedimento em relação às eleições previstas para o próximo dia 6 de dezembro, mas sem explicar os motivos.

"Recebi a notificação da Controladoria. Pretendem impugnar minha candidatura a qualquer cargo público por 12 meses", denunciou a ex-deputada no Twitter.

Corina Machado obteve uma das maiores votações das legislativas de 2010.

"Agem como ditadores que são; que se preparem, nós vamos atuar como a maioria que somos".

A carta da Controladoria indica que Machado poderá apelar da decisão junto ao organismo nos próximos 15 dias e, posteriormente, ao Supremo Tribunal de Justiça, no prazo de seis meses.

Machado foi destituída por decisão da maioria chavista na Assembleia em 1º de abril de 2014, por ter assistido, dias antes, uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Panamá como "representante alternativa" da Venezuela.

A deputada foi convidada pelo Panamá - país que rompeu relações com Caracas em março de 2014 - para falar na sessão da OEA sobre os protestos que deixaram 43 mortos entre fevereiro e maio do ano passado na Venezuela.

Machado, uma engenheira de 47 anos, e o líder opositor Leopoldo López promoveram a chamada "La Salida", estratégia para forçar a renúncia de Maduro por meio de protestos de rua, que degeneraram em atos de violência.

AFP