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Foto cedida pelo Ministério colombiano das Relações Exteriores mostra o presidente do Equador, Rafael Correa, em Cartagena, no dia 28 de outubro de 2016

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O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta quarta-feira que as denúncias contra funcionários de seu governo relacionados com supostos casos de corrupção com a Odebrecht são "distorções" da campanha eleitoral em seu país.

"São as distorções que sempre existem no período eleitoral", afirmou o presidente que participa de um encontro bilateral com a Colômbia em Guayaquil.

Correa, que declinou de participar dos comícios presidenciais de domingo, disse que no Equador há políticas de "tolerância zero" contra a corrupção, embora tenha reconhecido que isso não significa que não haja funcionários desonestos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou em dezembro passado que a Odebrecht pagou entre 2007 e 2016 cerca de 33,5 milhões de dólares a funcionários do Equador, em uma rede de subornos que afetou vários países latino-americanos.

No Equador ainda não há acusados pelo caso. O governo de Correa, no poder desde 2007, disse que não admitirá "sem provas" as versões de trabalhadores da Odebrecht.

O presidente expulsou a construtora brasileira em 2008 por irregularidades na construção de uma hidrelétrica. Após um acordo, a Odebrecht retornou em 2010 ao Equador, onde a justiça proibiu contratos com a empreiteira até que os supostos subornos sejam investigados.

O ex-ministro Carlos Pareja Yannuzzelli, acusado de corrupção na Petroecuador, afirmou em vídeos divulgados nas redes sociais que na petroleira estatal "não se fazia absolutamente nada" sem o consentimento do atual vice-presidente Jorge Glas.

Glas é companheiro de chapa de Lenín Moreno, o candidato presidencial do governo que lidera as intenções de voto de domingo com 34,3%.

Casos como o da Petroecuador e de supostos subornos da Odebrecht no país estão sendo utilizados pelos sete candidatos opositores à presidência para atacar o governo de Correa.

O presidente, por sua vez denunciou uma "campanha" para afetar os candidatos do governo nas eleições presidenciais e legislativas de domingo.

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AFP