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O presidente do Equador, Rafael Correa (E), saúda o contraparte colombiano, Juan Manuel Santos, durante encontro presidencial e ministerial bilateral, em 15 de dezembro de 2015, em Cali, Colômbia

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O presidente do Equador, Rafael Correa, considerou como um "esforço histórico pela paz" o anúncio de negociações entre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o governo da Colômbia.

"Nós nos sentimos felizes se pudermos contribuir de alguma forma com este esforço histórico pela paz na Colômbia, esforço pelo qual [o presidente] Juan Manuel Santos passará para a história", disse Correa durante seu programa semanal de rádio e televisão.

Na quarta-feira passada, o governo colombiano e a guerrilha do ELN - a segunda do país - anunciaram em Caracas o início de um processo de paz, para o qual instalarão uma mesa de negociações no Equador, embora não tenham sido definidos nem data, nem local.

"Decidiram começar as negociações públicas e escolheram como sede para estas conversações o Equador, sendo assim, bem-vindos", disse Correa.

O ELN estimou que os diálogos de paz começarão em dois meses.

O presidente lembrou que seu país sediou "cinco ou seis reuniões" entre representantes do ELN e o governo colombiano, mas que foram "confidenciais".

As sessões de diálogo entre o ELN e o governo do presidente Santos também serão celebradas em Brasil, Venezuela, Chile e Cuba, que, junto com a Noruega, serão os "garantidores" do processo de paz, similar ao celebrado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em Havana desde 2012.

O início das negociações foi anunciado após uma fase confidencial de diálogos exploratórios, realizada entre janeiro de 2014 e março de 2016 em Brasil, Equador e Venezuela.

O presidente equatoriano qualificou o anúncio de "uma grande notícia" e afirmou: "estamos felizes em servir a nossa querida Colômbia".

AFP