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O presidente do Equador, Rafael Correa, após discurso em Quito em 15 de junho

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O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou nesta segunda-feira sua decisão de retirar "temporariamente" dois polêmicos projetos de lei, incluindo o que eleva os impostos sobre heranças, após uma semana de protestos exigindo sua saída do poder.

"Para evitar que estes grupos provoquem mais violência (...) decidi retirar, temporariamente, os projetos de lei e abrir um grande debate, um grande debate nacional" sobre estas iniciativas, declarou Correa em mensagem à Nação.

Segundo o presidente, a decisão visa a preservar um "ambiente de paz" antes da visita do Papa Francisco ao Equador, entre 5 e 8 de julho.

Correa, que mais cedo desafiou a oposição a convocar um referendo revogatório sobre seu mandato, disse que retomará ou arquivará definitivamente os projetos ao final do debate, sem fixar prazo para a discussão.

O chamado projeto para a "redistribuição da riqueza" prevê um aumento progressivo do imposto sobre heranças a partir dos 35.400 dólares. A outra iniciativa fixa impostos sobre a valorização de terrenos privados beneficiados por obras do Estado.

Na sexta-feira, o líder opositor Guillermo Lasso reuniu milhares de pessoas em Guayaquil aos gritos de "Fora Correa!", em mais um protesto neste tradicional feudo da oposição contra a iniciativa para taxar as heranças.

Lasso, um ex-banqueiro de 55 anos que concorreu com Correa nas eleições de 2013, liderou uma passeata de milhares de pessoas por uma avenida do centro de Guayaquil, enquanto ocorriam protestos similares em Quito, Ambato e Esmeraldas.

AFP