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O presidente equatoriano, Rafael Correa, em Porlamar, na ilha Margarita, Venezuela, em 17 de setembro de 2016

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O presidente socialista do Equador, Rafael Correa, denunciou nesta quarta-feira (28) em Quito uma série de táticas de setores da direita contra governos progressistas da região, e citou Brasil e Venezuela.

"Temos o golpe parlamentar no Brasil; o cerco e boicote econômico a nossa querida Venezuela; e a judicialização da política como nos mostram os casos da própria Dilma (destituída da presidência pelo Congresso), de Lula e de Cristina (Kirchner)", manifestou Correa.

No auge do Encontro Latino-americano Progressista (Elap), do qual participam 80 partidos de esquerda de todo o mundo, alguns no poder, o presidente falou sobre supostas manobras da oposição, chamando-as de "nova Operação Condor" para desestabilizar os governos progressistas.

A Operação Condor foi aplicada na década de 1970 pelas ditaduras militares da América do Sul para coordenar o extermínio de opositores de esquerda.

A América Latina "enfrenta uma grande força contra seu caminho de justiça, igualdade, liberdade" implantado por governos de esquerda, assinalou o presidente equatoriano na primeira coletiva do encontro, onde também comparecerão Kirchner, o ex-presidente uruguaio José Mujica, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, e o espanhol Pablo Iglesias, líder do partido Podemos.

Correa acrescentou que é "pouco provável" que a América Latina aceite ditaduras militares no século XXI, mas os "poderes fáticos que temos nos atrevido a desafiar utilizam outros métodos, como o bombardeio midiático, golpes de Estado parlamentar, cerco econômico, difamação de líderes democraticamente eleitos, e juízes comprados (...) para tentar recuperar seus espaços perdidos".

Sustentou também que a reação da direita opositora se aprofundou e perdeu limites e escrúpulos.

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AFP