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(Arquivo) Reza Zarrab, em Istambul, em 17 de dezembro de 2013

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O governo turco esperava ter acabado com um escândalo, mas o mesmo voltou com força nesta quarta-feira (29) ante um tribunal de Nova York: o empresário Reza Zarrab disse ter entregue milhões em propina ao ex-ministro turco da Economia para facilitar o tráfico ilegal de ouro com o Irã.

Reza Zarrab, uma magnata turco-iraniano detido nos Estados Unidos em março de 2016 e que aceitou cooperar com a Justiça americana, começou a depor nesta quarta-feira ante um tribunal federal de Manhattan em um caso sobre a evasão das sanções econômicas americanas contra o Irã.

O governo de Recep Tayyip Erdogan queria evitar o atual processo, que alimentou as tensões entre Washington e a Turquia.

Ancara pediu a libertação de Zarrab e denunciou o processo como um "complô político" dirigido pelo opositor Fethullah Gülen, que mora na Pensilvânia (leste dos Estados Unidos).

Zarrab declarou que se reuniu com o ex-ministro da Economia Zafer Caglayan no início de 2012, quando tentava agir como intermediário de um importante tráfico ilícito de ouro que envolvia bancos turcos e iranianos.

Esse tráfico permitia ao Irã, estrangulado pelas sanções econômicas, usar os lucros de suas vendas de hidrocarburetos para seus pagamentos nos mercados internacionais, apesar da proibição que pesava sobre os bancos americanos de fazer negócios com Teerã.

Zarrab declarou que Caglayan lhe pediu ajuda para se tornar o principal intermediário do banco público turco Halkbank "com a condição de dividir seus lucros 50/50".

O empresário de 34 anos disse ter ficado preso pelo FBI em um local secreto, e explicou que havia entregue no total "entre 45 e 50 milhões de euros" e "cerca de sete milhões de dólares" em propinas ao ministro entre março de 2012 e março de 2013.

Caglayan abandonou seu cargo no final de 2013 após a revelação do escândalo que atingiu todo o governo turco, incluindo Erdogan, então primeiro-ministro.

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AFP