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O opositor Daniel Ceballos (C) e sua esposa, Patricia de Ceballos (D), em Caracas, no dia 12 de agosto de 2015

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O governo venezuelano classificou como "insolente" a crítica dos Estados Unidos sobre sua decisão de transferir o ex-prefeito opositor Daniel Ceballos para a prisão, nesta segunda-feira (29), a três dias do protesto que exigirá o referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro.

Ceballos se encontra em prisão domiciliar.

"Ficou evidente a marca e a autoria do golpe de Estado planejado para o próximo 1º de setembro", de acordo com comunicado do escritório do vice-ministro para a América do Norte da Chancelaria venezuelana.

Em nota, o porta-voz do Departamento de Estado americano, John Kirby, condenou a transferência de Ceballos para a prisão, alegando que "representa um esforço para intimidar e obstaculizar o direito do povo de expressar pacificamente sua opinião" no ato previsto para esta quinta-feira (1º).

Consideradas "insolentes" pelo Ministério venezuelano das Relações Exteriores, as declarações "estimulam e promovem atitudes violentas, extremistas e antidemocráticas na Venezuela, [por aqueles] que já planejaram crimes contra a vida de nossos cidadãos".

A oposição venezuelana irá às ruas para exigir das autoridades eleitorais que decidam a data de coleta das quatro milhões de assinaturas necessárias para a convocação do referendo revogatório.

De acordo com o Ministério do Interior e da Justiça, os Serviços de Inteligência detectaram que Ceballos, ex-prefeito de San Cristóbal, "pretendia fugir dias antes" de 1º de setembro para "dirigir e coordenar atos de violência no país".

Há um ano em prisão domiciliar por questões de saúde, Ceballos é acusado de incitar a violência nas manifestações contra Maduro em 2014, deixando 43 mortos. O governo também responsabiliza Leopoldo López, que cumpre uma sentença de quase 14 anos de prisão.

Observação internacional

Dirigentes opositores venezuelanos pediram à ONU, nesta segunda-feira, uma observação internacional de sua manifestação de 1º de setembro, assim como uma comissão para avaliar os direitos humanos no país.

O deputado Luis Florido, presidente da comissão de Política Exterior da Assembleia Nacional (controlada pela oposição), se reuniu na sede da ONU, em Nova York, com o guatemalteco Edmond Mulet, chefe de gabinete do secretário-geral, Ban Ki-moon.

"Pedimos a observação internacional da manifestação de 1º de setembro", disse Florido a jornalistas após a reunião.

O legislador declarou que independentemente de os representantes da ONU estarem no país, "os olhos do mundo vão estar sobre a Venezuela" no dia do protesto.

O dirigente "exilado" Carlos Vecchio, que acompanhou Florido na reunião, pediu a ONU que designe uma "comissão de alto nível" para abordar o que chamou de "a pior crise deste continente".

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AFP