AFP

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, em Bruxelas, em 27 de abril de 2017

(afp_tickers)

Os credores europeus da Grécia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) fracassaram, nesta segunda-feira (22), em sua tentativa de alcançar um acordo sobre um alívio da elevada dívida grega.

"Estamos muito perto desse acordo, mas esta noite não conseguimos fechar a brecha entre o que poderíamos fazer e o que alguns de nós esperavam", disse o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijssebloem, ao fim de uma maratônica reunião de mais de oito horas.

O desafio é complexo. Os europeus devem estabelecer os limites da dívida grega, a tempo de desbloquear uma nova parcela de ajuda do programa em vigor até 2018. A Grécia precisa desse montante para devolver cerca de 7 bilhões de euros em julho a seus credores.

A Alemanha quer a participação econômica da instituição com sede em Washington, mas sem se comprometer imediatamente com uma eventual suavização da dívida grega. Já o FMI exige medidas concretas de alívio para participar, alegando que o nível atual - 179% do PIB em 2016 - é insustentável.

Dijsselbloem explicou que tiveram "uma primeira discussão em profundidade sobre a questão da sustentabilidade da dívida", debate que será retomado na próxima reunião do Eurogrupo prevista para junho.

"Abordamos a questão com um grau de precisão absolutamente sem precedentes", relatou o comissário europeu de Assuntos Financeiros, Pierre Moscovici.

Agora, acrescentou Moscovici, vai-se trabalhar para alcançar "um bom acordo" em Luxemburgo, em 15 de junho.

Para tentar convencer os credores, Atenas - que desde 2010 adotou duros cortes apesar dos protestos nas ruas - havia aprovado novas medidas de austeridade na semana passada, além de alta de impostos a ser a aplicada entre 2019 e 2021.

Depois de anos de resgate, cortes e do temor de uma saída da Grécia da zona euro, este país do sul da Europa não consegue sair da recessão, com uma contração em sua economia de 0,5% anual no primeiro trimestre deste ano, após registrar um crescimento nulo em 2016.

AFP

 AFP