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John McAfee participa de coletiva de imprensa, em Pequim, no dia 16 de agosto de 2016

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O criador do antivírus McAfee advertiu, nesta terça-feira, a China, a maior fabricante mundial de dispositivos conectados à internet, sobre os riscos das gigantescas falhas de segurança que podem ser aproveitada por hackers.

Em uma conferência organizada em Pequim, John McAfee citou exemplos de hackers que conseguiram controlar sistemas de calefação, cofres e sistemas de computador de carros e de aviões.

"A China lidera o avanço dos aparelhos inteligentes, de geladeiras a termostatos, e esse é o nosso elo mais fraco em cibersegurança", indicou.

O informático disse que espera poder transmitir a mensagem de que a segurança destes dispositivos é ainda mais importante que a dos computadores ou dos telefones.

"Devido ao fato de existirem muitos destes dispositivos, quanto mais eles se conectarem, maior é o risco de serem hackeados", disse o especialista.

McAfee, de 70 anos, o criador de um software antivírus que leva seu nome e que é hoje propriedade da Intel, acumulou uma fortuna estimada em 100 milhões de dólares durante a década de 1990.

Após perder boa parte do seu dinheiro na crise financeira, partiu em busca de novas aventuras e viajou a Belize.

Lá, foi preso por um curto período depois de que a polícia o procurou para interrogá-lo sobre o assassinato do seu vizinho e o encontrou vivendo com uma adolescente de 17 anos e com um arsenal de ao menos dez armas de fogo em casa.

Seu discurso de tom catastrófico em Pequim chega em um momento em que sua nova empresa, MGT Capital, prepara o lançamento de produtos de segurança cibernética ainda este ano.

"Nossa espécie nunca tinha enfrentado uma ameaça dessa magnitude, e em geral não nos damos conta disso", advertiu.

"Vocês podem pensar que eu estou exagerando, que sou um alarmista. Mas sou amigo de muitos dos hackers que têm capacidade de causar enormes danos se quiserem", acrescentou.

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AFP