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(Arquivo) Uma criança indiana chupa o dedo, em Manchar, Índia, no dia 1º de agosto de 2014

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Crianças que chupam o polegar ou roem as unhas são menos propensas a terem alergias na vida adulta, de acordo com um estudo publicado nesta semana na revista médica americana Pediatrics.

As descobertas sustentam a teoria de que a exposição a organismos microbianos nos primeiros anos de vida reduz o risco de desenvolver alergias, segundo cientistas da Universidade de Otago, na cidade de Dunedin, na Nova Zelândia.

O estudo registrou os hábitos de chupar o dedo e de roer as unhas de 1.037 crianças quando elas estavam com cinco, sete, nove e 11 anos de idade.

Anos depois, os pesquisadores realizaram testes cutâneos de alergia nos participantes do estudo, quando eles estavam com 13 e 32 anos.

Eles descobriram que os testes de 49% dos participantes de 13 anos de idade que não chuparam o dedo nem roeram as unhas quando crianças deram positivo para pelo menos um tipo de alergia. No grupo dos que praticavam um desses hábitos, essa taxa foi de 38%.

Entre os que tinham ambos os hábitos quando crianças, 31% eram alérgicos aos 13 anos.

Os resultados se mantiveram iguais quando os participantes tinham 32 anos de idade, independentemente de fatores como o histórico familiar de alergias, a posse de animais de estimação e o fato de terem sido amamentados.

O estudo "sugere que ser exposto a micróbios quando criança reduz o risco de desenvolver alergias", disse o autor principal da pesquisa, Bob Hancox.

Os pesquisadores ressaltaram, porém, que não havia nenhuma evidência de que tais hábitos reduzam o risco de desenvolver doenças ligadas a alergias.

"Embora os que chuparam o polegar e os que roeram as unhas tenham mostrado menos alergias nos testes de pele, não encontramos nenhuma diferença no seu risco de desenvolver doenças alérgicas, como asma ou febre do feno" - esta última mais conhecida como rinite alérgica -, disseram os cientistas.

"Não sugerimos que as crianças devem ser encorajadas a adquirir esses hábitos, porque não está claro se existe um benefício real para a saúde", acrescentaram os autores.

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AFP