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(Arquivo) Vista de Doha, capital do Catar

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O Catar se disse "surpreso" e "decepcionado" com a nova lista "fabricada" por Riad e por seus aliados sobre indivíduos e grupos "terroristas" acusados de vínculos com Doha.

Na terça-feira (25), Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Barein e Egito acrescentaram 18 grupos e indivíduos considerados "terroristas" a uma primeira lista negra divulgada em junho com entidades acusadas de vínculos com o Catar. Agora, são quase 90 nomes listados.

Esses quatro países romperam relações com o emirado em 5 de junho passado e lhe impuseram uma série de sanções. Além de acusarem Doha de apoiar grupos extremistas, denunciam sua aproximação com o Irã, xiita e grande rival da sunita Arábia Saudita.

"É uma surpresa decepcionante ver que os países autores do bloqueio continuam com essa história no âmbito de sua campanha para denegrir o Catar", declarou o chefe dos serviços de Comunicação do governo, xeque Saif ben Ahmed Al-Thani, em e-mail à AFP.

"Em um momento em que o Catar deu importantes passos para reforçar seu compromisso com a luta contra o terrorismo, os países autores do bloqueio não fizeram nada e preferem concentrar seus esforços em uma campanha de propaganda que busca privar o Catar de sua soberania", criticou.

O xeque Saif lembrou que Doha anunciou, há duas semanas, um reforço de sua legislação antiterrorista - uma medida que Riad e seus aliados consideraram "insuficiente".

O governo catariano afirma que a primeira lista foi "amplamente rejeitada pela comunidade internacional" e considera que "esta última lista proporciona novas provas de que os países autores do bloqueio não se dedicaram ao combate contra o terrorismo".

"Todos os indivíduos ligados ao terrorismo no Catar foram perseguidos", garantiu o Executivo catariano, que "encoraja" Riad e seus aliados "a passarem menos tempo elaborando essas listas fabricadas e mais tempo adotando medidas para combater a ameaça do extremismo em seus próprios países".

AFP