AFP

Peregrinos cristãos oram dentro da igreja do Santo Sepulcro

(afp_tickers)

Uma multidão de cristãos do Oriente e do Ocidente celebraram com fervor neste domingo a ressurreição de Jesus Cristo na igreja do Santo Sepulcro na Cidade Velha de Jerusalém, o local mais sagrado do cristianismo.

As Páscoas católica e ortodoxa são celebradas no mesmo dia esse ano, enquanto que as festividades da Páscoa judaica prosseguirão até a noite de segunda-feira.

Será preciso esperar até 2025 para que as duas Páscoas cristãs voltem a coincidir.

Ao entrar na igreja, os peregrinos puderam apreciar o exterior do túmulo de Cristo, cuja restauração foi concluída em março.

As obras começaram em maio de 2016 e permitiram consolidar a edícula de mármore que protege o túmulo de Jesus e devolveram suas cores originais.

A tradição cristã situa no Santo Sepulcro os últimos episódios da Paixão de Cristo, sua crucificação, seu enterro e sua ressurreição na manhã da Páscoa.

"É maravilhoso!", afirmou Michael Hanna, de 64 anos, um copta de origem egípcia que migrou para a Austrália nos anos 1980.

"Não podem imaginar a sensação experimentada ao tocar os lugares que o próprio Jesus tocou. Não se pode descrever", acrescentou.

Tin Nguyen, um vietnamita de 24 anos que trabalha no setr agrícola do sul de Israel, gravou com o celular a missa celebrada para poder mostrá-la aos amigos que não puderam viajar a Jerusalém.

"O espírito que impera aqui e a forma com que as pessoas se reúnem em nome de Jesus estão cheios de espiritualidade e de paz", assegura.

Wajeeh Nusseibeh, de 67 anos e membro de uma das duas famílias muçulmanas que tradicionalmente são guardiãs das chaves da igreja, opina que neste ano foram menos visitantes do que nos anos anteriores devido às dificuldades econômicas e as ameaças contra os cristãos orientais no Iraque e na Síria.

"Esperamos que haja paz no próximo ano e que cada um aceito o outro", afirmou, na entrada do templo.

No Santo Sepulcro, as cerimônias são organizadas com extremo cuidado e celebradas em horários distintos para evitar atritos entre as diferentes igrejas cristãs (grega ortodoxa, católico-romana, apostólica, armênia, copta, síria ortodoxa e etíope ortodoxa), que compartilham cada canto da basílica.

O templo fica em Jerusalém Oriental, ocupado e anexado por Israel.

Os cristãos, que representavam mais de 18% da população da Terra Santa quando foi criado o Estado de Israel em 1948 são agora menos de 2%, em sua maioria ortodoxos.

AFP

 AFP