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A ex-presidente Cristina Kirchner, em Buenos Aires, em 20 de junho de 2017

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A ex-presidente argentina Cristina Kirchner (2007-2015), líder da oposição ao presidente Mauricio Macri, se candidatará ao Senado nas legislativas de outubro, informaram os pré-candidatos de seu partido, Roberto Salvarezza e Leopoldo Moreau.

Kirchner, de 64 anos, acaba de formar uma nova frente de peronistas e centro-esquerdistas, a Unidade Cidadã (UC), para enfrentar o macrismo (direita e aliados centristas) na estratégica província de Buenos Aires, que detém quase 40% do colégio eleitoral.

A candidatura foi confirmada por Salvarezza e Moreau, dois dirigentes que a acompanham nas listas, em declarações ao canal C5N.

A aprovação de Macri, de 58 anos, caiu 20 pontos desde que assumiu, com 65%, há 18 meses, mas ainda conta com um eleitorado fiel que rejeita Kirchner, cuja força está nos distritos operários e de classe média baixa na periferia da capital argentina.

Macri é o político mais popular da situação e Kirchner, a da oposição peronista e centro-esquerdista. Trinta e quatro milhões de argentinos deverão renovar em 22 de outubro a metade da Câmara de Deputados e um terço do Senado.

O Congresso é controlado pelo peronismo, mas o movimento está dividido em correntes que vão da direita, que votam as leis do macrismo, à centro-esquerda, que está enfraquecida.

O desafio de Macri será manter a condição de segunda força parlamentar e ampliar sua bancada com aliados de centro.

Seu maior obstáculo é que a economia continua estagnada, com queda do consumo, das exportações e da produção industrial, exceto a de cimento, enquanto o déficit fiscal aumenta, tanto quanto o multimilionário endividamento para financiá-lo, enquanto as demissões com fechamento de fábricas e lojas não param.

"É preciso dar um limite ao governo", disse a seus partidários Kirchner durante o ato de lançamento da coalizão Unidade Cidadã, na terça-feira, em um estádio de futebol diante de quase 40.000 presentes.

Kirchner foi uma combativa militante peronista de esquerda na década de 1970. Ela desperta paixões contraditórias, a favor e contra, mas é onipresente desde que deixou a Presidência.

Antes das legislativas, todo o colégio eleitoral será convocado em 13 de agosto para confirmar as candidaturas nas eleições primárias, mas em quase nenhum caso haverá luta interna.

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AFP