Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(Fevereiro) Membro das Farc entra em um hotel de Buenaventura, dentro do processo de transição de entrega das armas

(afp_tickers)

A paz com a guerrilha das Farc "não será suficiente para acabar com a violência na Colômbia", um esforço que "levará décadas", indicou nesta quinta-feira o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

Em 2016, "apesar da incontestável melhoria da situação humanitária", o organismo "documentou 838 possíveis infrações do Direito Internacional Humanitário (DIH) e outros princípios humanitários que afetaram mais de 18.600 pessoas", afirmou em seu relatório anual.

Estas infrações, que em 40% dos casos prejudicaram mulheres e menores, são violações às normas de proteção à população civil e incluem nos casos mais graves deslocamento, violência sexual, homicídios ou tortura.

Diante deste panorama, o chefe do CICV na Colômbia, Christoph Harnisch, convocou a "aumentar o nível de ambição" e implementar "de maneira pronta e eficaz" o "histórico" pacto entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas) e o governo de Juan Manuel Santos, selado em novembro passado para superar mais de meio século de conflito armado.

No entanto, advertiu que colocar em andamento o negociado durante quatro anos em Cuba não bastará para colocar fim à violência, embora o texto destaque que o cessar-fogo bilateral em vigor desde agosto permitiu que "a situação em muitas partes" tenha "melhorado significativamente".

"Construir um país em paz requer o esforço de todos e levará décadas", disse.

O CICV, presente na Colômbia há 40 anos, considera que esta violência "que não para" se manifesta em ambientes urbanos, em confinamentos de população civil em zonas rurais controladas por grupos armados, e se traduz em ameaças, deslocamentos forçados e situações de fogo cruzado.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP