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Trabalhadores da Cruz Vermelha no México chegam até o centro de convenções George R. Brown em Houston, no dia 2 de setembro de 2017

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Uma missão de especialistas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) exumou os restos mortais de 121 soldados argentinos sepultados como indigentes nas Ilhas Malvinas durante a guerra de 1982 contra o Reino Unido, informou nesta quarta-feira o órgão.

"Foi terminada a fase de exumação, temos avançado mais rápido do que tínhamos previsto", disse Laurent Corbaz, chefe do projeto do CICV em coletiva de imprensa.

Os cientistas forenses exumaram os restos mortais e retiraram amostras encontradas em 121 tumbas, identificadas somente com "soldado apenas conhecido por Deus" no cemitério de Darwin no arquipélago, onde estão enterrados 237 militares argentinos.

As amostras foram enviadas para um laboratório na província argentina de Córdoba, onde os trabalhos de identificação já começaram.

Apesar de os 123 crucifixos terem levado a presumir que houvesse 123 tumbas, foram encontrados restos correspondentes a 121 soldados, apontou o especialista.

"Metade das amostras foram analisadas com DNA em boas condições que permitem estabelecer um perfil genético. Estamos otimistas de que uma boa proporção dos soldados poderão ser identificados", disse Corbaz.

O trabalho faz parte de um acordo entre os governos argentino e britânico.

"Esperamos ter, até o fim de setembro, todos os resultados das análises para começar em outubro a identificações", contou.

O grupo de 12 cientistas forenses é composto por especialistas de Argentina, Reino Unido, Espanha, Chile, México e Austrália.

Na guerra, morreram 649 soldados argentinos e 255 britânicos. O conflito durou 74 dias até o rendição das tropas argentinas, que tinham ocupado o arquipélago.

A Argentina reivindica a soberania do território e, apesar de uma resolução das Nações Unidas de 1965 instar os dois países a negociarem, a Grã-Bretanha sempre se recusa, argumentando que a posse das ilhas não está sob discussão.

A Cruz Vermelha realizou trabalhos forenses de identificação após conflitos armados no Iraque, nos Bálcãs e na Síria, entre outros.

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AFP