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(2014) Delegação de médicos cubanos trabalha no combate ao Ebola em Serra Leoa

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Cuba permitirá o retorno ao país dos médicos desertores em missões internacionais, que poderão ser reintegrados ao sistema de saúde nacional, deixando para trás uma política de sanções, afirmou nesta sexta-feira o ministério da Saúde Pública.

"Esses médicos têm a oportunidade, se assim desejarem, de se reincorporar ao nosso Sistema Nacional de Saúde, e terão garantida sua recolocação trabalhista em condições similares às que tinham", afirma um comunicado do ministério, publicado no jornal oficial Granma.

A medida também inclui as pessoas que imigraram legalmente depois da entrada em vigor da lei imigratória de 2013. Essas pessoas podiam retornar à ilha, mas sem retomar seu antigo emprego.

"Estão incluídos os profissionais da saúde, que sob os termos de atualização da política migratória saíram do país, seja por um interesse econômico, familiar ou de índole profissional, incluindo aquelas vítimas das enganosas práticas do vulgar 'roubo de cérebros'", afirma o texto oficial.

Desde os anos 60, Cuba manteve fortes restrições migratórias aos médicos para impedir sua deserção estimulados por políticas dos Estados Unidos, segundo afirma o documento.

Alguns desses profissionais desertaram das missões internacionais, que mantêm atualmente 25.000 médicos e uma quantidade similar de paramédicos em 68 países.

Os desertores e emigrados eram penalizados com cinco, oito ou dez anos sem poder visitar a ilha, e em alguns casos, inclusive, por toda a vida, dependendo dos funcionários do momento, pois não existia uma regulação pública a respeito.

Dezenas de médicos desertores chegaram à Colômbia há alguns semanas na expectativa de viajar para os Estados Unidos pelo Programa para Profissionais Médicos Cubanos (Cuban Medical Professional Parole Program), adotado pela administração de George W Bush em agosto de 2006.

Isso gerou reações em meios anticastristas, que acusaram o governo de enfraquecer o sistema de saúde por carência de médicos, entre os emigrados e os que realizavam trabalhos no exterior.

Cuba tem atualmente 85.000 médicos e o melhor indicador do mundo per capita em relação a esses profissionais: 7,7 para cada mil habitantes, ou um médico por cada 130 pessoas, um número que, mesmo sem os 25.000 que se encontram cumprindo missão no exterior, é de 5,4, ou seja, Cuba continua entre os primeiros", afirmou o ministério da Saúde.

A venda de serviços médicos à maioria dos países onde esses profissionais prestam seus serviços é a primeira forma de renda da economia cubana, com 10 bilhões de dólares anuais.

A maioria desses médicos trabalham no Brasil e na Venezuela.

Para países como o Haiti, cuja economia não permite que esses serviços sejam pagos, Cuba fornece médicos de graça.

AFP