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(Arquivo) O artífice do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, antes todo-poderoso da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, enfrenta nesta segunda-feira a última etapa de um processo que pode cassar seu controvertido mandato

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O artífice do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, antes todo-poderoso da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, enfrenta nesta segunda-feira a última etapa de um processo que pode cassar seu controvertido mandato.

Reeleito deputado em 2014 e presidente da Câmara no ano seguinte, Cunha poderá se despedir de seu mandato parlamentar se seus pares aprovarem o julgamento que a Comissão de Ética da casa abriu por corrupção.

A sessão começará às 19H00 desta segunda-feira.

Ultraconservador conhecido como o "Frank Underwood brasileiro", em referência ao maquiavélico protagonista da série "House of Cards", Cunha é acusado de "falta de decoro parlamentar" por ter mentido sobre contas bancárias que teria na Suíça, para onde supostamente desviou fundos da corrupção na Petrobras.

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu seu mandato em 5 de maio, menos de um mês depois que os deputados votaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff, definitivamente afastada do cargo pelo Senado em 31 de agosto.

Desde então, Cunha, 58 anos, lançou mão de todos os recursos leais e manobras dilatórias para evitar sua cassação.

Os analistas acreditam que nesta segunda ele jogará suas últimas cartas pedindo um adiamento da votação até depois das eleições municipais de outubro ou uma suspensão, invés de revogação de mandato.

"Aliados de Cunha dizem esperar que seu discurso na sessão esteja cheio de recados a deputados que tenham alguma dívida para com ele. Dessa forma, são três maneiras com as quais espera ganhar votos a seu favor: pelos argumentos técnicos, pelo emocional ou pela ameaça velada", afirma a coluna política do Estado de São Paulo assinada por Andreza Matais e Marcelo de Moraes.

- 300 votos-

Pesquisas publicadas pela imprensa apontam que vários aliados estão abandonando o deputado economista e evangélico. De acordo com O Globo, 300 deputados - 43 mais que o necessário - declararam que votarão contra Cunha.

Entre eles, estão muitos de seu partido, o PMDB, que, segundo Dilma Rousseff, estaria por trás de um golpe que a tirou da presidência.

Cunha também atribui sua situação complicada ao fato de ter conduzido Dilma ao julgamento político. "Estou pagando um alto preço por ter dado início ao impeachment", declarou.

Cunha também é alvo de uma investigação por parte do STF por corrupção e lavagem de dinheiro vinculado ao Petrolão.

Como último recurso frente a sua eventual destituição, Cunha poderá recorrer ao mesmo benefício dado a Dilma, que perdeu seu mandato, mas não seus direitos políticos, como está previsto na Constituição.

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AFP