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(16 out) Soldados do Exército iraquiano removem uma bandeira curda ao avançarem até o centro de Kirkuk

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O governo do Curdistão iraquiano se declarou nesta quinta-feira (19) favorável a um diálogo com o poder central em Bagdá, cujas forças acabam de expulsar os combatentes curdos de zonas disputadas.

"O gabinete do Curdistão acolhe favoravelmente a iniciativa do primeiro-ministro, Haider al-Abadi, de iniciar negociações para solucionar os problemas em suspenso segundo a Constituição e os princípios de uma associação", diz um comunicado oficial publicado em Erbil, a capital do Curdistão.

O comunicado foi divulgado depois de uma reunião de gabinete celebrada sob a presidência do primeiro-ministro curdo, Nechirvan Barzani, e do vice-primeiro-ministro Qubad Talabani.

"O Curdistão pede a ajuda e a contribuição da comunidade internacional para que patrocine esse diálogo", assinala o texto.

Na segunda e na terça-feira, tropas federais iraquianas e milícias aliadas expulsaram as forças curdas da rica província petrolífera de Kirkuk (nordeste), bem como das províncias de Nínive (norte) e Diyala (leste).

Esta operação teve como objetivo restabelecer o poder central nas zonas disputadas do país e aconteceu após a organização, em 25 de setembro, de um referendo de independência curdo em que o "sim" venceu, provocando a ira de Bagdá.

Na terça, Bagadi fez uma oferta de diálogo, ressaltando, porém, que o referendo era "coisa do passado", assim como seu resultado.

Ele fez do abandono do resultado desta consulta uma condição prévia para a abertura de um diálogo com a região autônoma.

- Mandado de prisão -

A operação de Bagdá permitiu - quase sem combate - que o governo central recuperasse o controle das áreas ocupadas pelos curdos desde 2013. Estes últimos agora estão em grande parte confinados às suas três províncias autônomas no norte do país.

Os curdos conquistaram gradualmente terreno no Iraque na sequência da invasão americana em 2003 e do avanço do grupo extremista Estado Islâmico (EI) em 2014.

Apesar do desejo de diálogo, as tensões são latentes entre Bagdá e o Curdistão.

Kosrat Rassoul, vice-presidente do Curdistão iraquiano e líder da União Patriótica do Curdistão (UPK), afirmou que "o exército iraquiano e a polícia federal na província de Kirkuk eram forças de ocupação".

Nesta quinta-feira, um tribunal de Bagdá emitiu um mandado de prisão contra ele por "observações provocativas contra o exército iraquiano", de acordo com uma fonte judicial.

"O tribunal considera suas declarações como uma provocação contra as forças armadas de acordo com o artigo 226 do Código Penal", declarou Abdel Sattar al-Bireqdar, porta-voz do Conselho Supremo do Poder Judiciário.

Ele pode ser condenado a uma pena máxima de sete anos de prisão ou a pagar uma multa.

Enquanto isso, o governo iraquiano atacou veementemente, sem nomeá-lo, o acordo assinado no dia anterior pela gigante russa do setor petrolífero Rosneft com as autoridades do Curdistão iraquiano.

O ministério iraquiano do Petróleo ressaltou em um comunicado que "este departamento e o governo federal iraquiano são as únicas partes com as quais as empresas podem negociar acordos para desenvolver e investir no setor de energia".

Rosneft anunciou na quarta-feira um acordo com as autoridades do Curdistão iraquiano que prevê o pagamento de até 400 milhões de dólares (338 milhões de euros) para explorar seus vastos recursos de hidrocarbonetos, disputados com o poder central de Bagdá.

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AFP