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Líder espiritual tibetano Dalai Lama em Malmo, Suécia, em 12 de setembro de 2018.

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Dalai Lama afirmou neste sábado na rede de televisão pública holandesa que está ciente desde os anos 1990 das supostas agressões sexuais cometidas por mestres budistas.

O líder religioso tibetano fez uma visita de quatro dias à Holanda, onde se reuniu nesta sexta-feira com vítimas de supostas agressões sexuais perpetradas por mestres budistas. A visita foi em resposta ao pedido de 12 delas, feita em uma reunião Dalai Lama durante uma viagem à Europa.

"Já sabia dessas cosas, nada novo", declarou neste sábado à noite a televisão pública holandesa NOS.

Durante uma conferência de líderes budistas ocidentais em 1993 em Dharamsala, uma cidade do norte da Índia, "alguém mencionou um problema de alegações sexuais", afirmou em uma entrevista em inglês.

"Encontramos refúgio no budismo com uma mente e um coração abertos até que nos violaram em seu nore", denunciaram as vítimas na petição, que recebeu mais de mil assinaturas.

As pessoas que comentem agressões sexuais não se preocupam com os ensinamentos do Buda, disse o líder religioso, acrescentando que os supostos culpados deveriam sentir "vergonha".

Dalai Lama, de 83 anos, sempre denunciou esse comportamento irresponsável e contrário à ética, escreveu às vítimas Tseten Samdup Chhoekyapa, membro oficial do escritório do líder espiritual.

"Recomendei avisar aos mestres de que comportamento semelhante é intolerável e deve cessar", explicou em sua carta enviada antes da reunião de sexta-feira.

Há um novo encontro previsto em novembro entre todos os líderes espirituais tibetanos em Dharamsala, onde "falarão provavelmente" sobre acusações de agressões sexuais, segundo Dalai Lama.

"Os líderes religiosos deveriam estar mais atentos" a esse problema, completou.

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AFP