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(1997) O brasileiro Raí cumprimenta o público após uma partida do PSG

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Neymar é o 31º jogador brasileiro a defender o Paris Saint-Germain, onde o número de compatriotas vestindo a camisa do clube nesta temporada vai ser grande, ao lado de Thiago Silva, Marquinhos, Daniel Alves e Lucas Moura.

Mas esta geração não é a primeira a defender o PSG, que teve outros jogadores do Brasil passando pela capital francesa, muitos com sucesso mas outros nem tanto.

. O rei Raí:

"Acho que minha história no PSG e minha relação com os torcedores abriram caminho para outros brasileiros. Acho que ainda existe uma cultura de relações entre o futebol brasileiro e o francês, na qual eu contribuí", avaliou Raí em 2015, em apresentação de um livro de fotos sobre sua carreira.

Raí foi capitão emblemático do clube e é sem dúvida o brasileiro que mais marcou a história do PSG. O número 10 passou cinco temporadas em Paris, entre 1993 e 1998, época que ganhou uma Liga francesa (1994), duas Copas da Liga e Copa da França (1995 e 1998), e sobretudo uma Recopa da Europa (1996). Foram 72 gols em 215 jogos com a camisa da equipe.

O ex-jogador se despediu do Parque dos Príncipes no dia 25 de abril de 1998, entre lágrimas e sob a chuva. O estádio foi pintado de verde e amarelo naquele dia.

. Ronaldinho e o futebol arte:

Ronaldinho passou apenas dois anos em Paris, entre 2001 e 2003, sem conquistar nenhum título. Apesar disso, continua na memória dos torcedores por seus dribles e extrema habilidade. Foi artista no clássico vencido por 3 a 0 contra o Olympique de Marselha, em 2003, e decisivo na semifinal da Copa da França contra o Bordeaux, ao marcar os dois gols da vitória por 2 a 0.

Os anos foram marcados por certa irregularidade, relação tensa com o técnico Luis Fernandez e por polêmicas sobre seu estilo de vida, algo que nunca o impediu de ser uma estrela e de se campeão da Copa do Mundo com a seleção brasileira em 2002.

Após passagem por Paris, com 25 gols em 77 jogos, foi para o Barcelona, onde venceu a Bola de Ouro em 2005 e a Liga dos Campeões em 2006.

. Valdo e Ricardo, os precursores:

Antes de Raí, Valdo e Ricardo foram os homens que abriram caminho na história de amor entre o PSG e o Brasil. Contratados do Benfica em 1991, o volante e o zagueiro foram as figuras do início da década de 1990. Nesta época, a televisão fez nova aposta no futebol francês. Juntos com Raí, foram campeões da Liga em 1994.

A melhor lembrança de Valdo foi a partida de volta das quartas de final da Copa da Uefa, contra o Real Madrid, em 1993. Os franceses perderam por 3 a 1 na Espanha, mas conseguiram a vitória por 4 a 1 na França, um jogo histórico do PSG.

. A dupla etapa de Leonardo:

Leonardo tem status especial na história do PSG.

Primeiro foi jogador em uma única temporada, 1996-97, e depois foi diretor esportivo entre 2011 e 2013. Sua função era ajudar os novos proprietários do Catar a desenvolverem o clube, atraindo grandes jogadores e futuras estrelas.

Em campo, Leonardo foi um meia técnico e elegante. Apenas um ano em Paris foi suficiente para brilhar. O PSG terminou em segundo na Liga e foi vice-campeão da Recopa, ao perder por 1 a 0 para o Barcelona. Foram 10 gols em 44 jogos com a equipe.

Dez anos mais tarde, o papel de diretor deixou boas lembranças. O PSG deve muito á Leonardo, que foi determinante nas contratações de Javier Pastore, Thiago Silva, Zlatan Ibrahimovic, Marco Verratti e Edinson Cavani.

AFP